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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 159

Capítulo 159 — O medo não pode ser maior

Atlas Wilson

Minha mãe dizia: "Existem notícias que mudam a sua vida. E existem notícias que mudam você."

“Meus parabéns aos dois. A senhorita está grávida.” — Foram as palavras do Elijah.

Descobrir que ia ser pai foi, ao mesmo tempo, o melhor e o pior susto da minha vida. Melhor, porque finalmente ouvi da boca de um médico aquilo que eu sempre sonhei, e pior, porque a mesma prancheta que trouxe a notícia do nosso milagre também carregava o diagnóstico que poderia tirar os dois de mim.

Anemia. Grave. Risco para ela. Risco para o nosso filho.

Desde aquele momento, respirar ficou diferente. Viver ficou diferente. Dormir… praticamente deixou de existir.

Elijah cumpriu o que prometeu. Dois dias de medicação no hospital, suplementação na veia, depois comprimidos. Falou de dieta, de ferro, de repouso absoluto nas primeiras semanas. E eu guardei cada palavra como se fossem ordens de missão.

Agora Sammy estava em casa. No nosso quarto. Na nossa cama. Minha mulher, minha noiva, mãe do meu filho. Pálida ainda, cansada ainda, mas respirando.

E, porra, eu ia mimar essa mulher até ela enjoar de olhar na minha cara. Se é que isso é possível.

Ela estava recostada nos travesseiros, cabelos soltos, camiseta larga e uma manta fina cobrindo as pernas. A mão, como já tinha virado hábito, descansava sobre a barriga, como se, mesmo sem aparecer nada ainda, ela já protegesse o pequeno que a gente colocou ali dentro.

Me aproximei, encostando o ombro na cabeceira, de frente para ela.

— Como está se sentindo, amor?

— Grávida e fraca — ela respondeu, fazendo careta. — Uma combinação um tanto curiosa.

Sorri de lado.

— Grávida, eu gosto. Fraca, não.

— Também não gosto de estar fraca, mas acho que estou melhor do que ontem.

— Fico feliz em ouvir que está “melhor” que ontem, mas isso não muda o fato de que vai continuar deitada.

— Você fala como se eu fosse levantar e correr uma maratona.

— Com você eu nunca duvido de nada. Ontem quase teve um treco só porque não queriam te deixar lavar o próprio cabelo no hospital.

Ela riu, e o som foi o bastante para aliviar uma parte da tensão no meu peito.

— Eu não gosto de me sentir inválida — ela murmurou, fazendo biquinho.

— Você não está inválida, Sammy. Está grávida e anêmica. O bebê está usando metade do seu “rio” e você passou anos vivendo só com resto de água. Agora é a hora de encher esse rio de novo.

— Você anda ouvindo demais o Elijah…

— E você vai seguir tudo o que ele mandar. — inclinei o corpo, beijando a ponta do nariz dela. — Repouso, remédio na hora certa, alimentação certa.

Ela suspirou.

— E se eu quiser só um pouco de atenção do meu noivo dominador e não do meu enfermeiro?

Sorri, aproximando mais o rosto.

— Dá para ser os dois. Eu te dou comprimido e depois, se você se comportar, te encho de carinho.

— Você fala como se eu fosse uma criança.

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