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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 155

Capítulo 155 — Entre dívidas e promessas

Christopher Lawson

Eu já tinha visto aquele nome antes.

Sebastian Vechi.

Não daquele jeito, com tinta preta num papel caro e um bilhão de dólares cuspidos como se fossem troco de padaria.

Mas eu já tinha trombado com ele nos bastidores, em relatórios, em conversas que nunca chegaram até a Penelope. A investiguei não por falta de confiança, mas porque, com toda essa história, Dominic achou melhor, e eu só deixei rolar.

Foi aí que ele jogou na minha cara semanas atrás:

“Tem uma coisa na ficha dela que você precisa ver, Lawson.”

E eu, como o gênio emocional que sou, respondi:

“Se não envolve os cretinos, e é sobre o passado dela, eu quero ouvir da boca dela. Não de um relatório.”

Dominic insistiu. Eu insisti mais. Ele chamou de teimosia. Eu chamei de respeito. Talvez tenha sido um pouco dos dois.

Agora o nome estava ali, estampado bem na minha frente, numa carta começando com “Mi caliente”.

— Que merda é essa? — eu perguntei.

Mas a verdade é que eu já sabia a resposta. Eu só não estava pronto para ouvir em voz alta.

Segurei o papel com força, a letra impecável do desgraçado me provocando em cada linha. Senti a fúria subir devagar, aquele tipo de raiva que começa no estômago e termina trincando o maxilar.

Sebastian não é um qualquer. Ele é o tipo de homem que compra silêncio, que aluga corpo, que transforma desespero em cláusula de contrato. E, pior, acha que isso é romantismo.

Respirei fundo.

Minha encrenca estava encolhida na cama, abraçada às próprias pernas, como se o mundo tivesse diminuído de tamanho e decidisse esmagar justo ela.

Não era hora de virar Boss.

Era hora de ser o homem dela.

Soltei o papel devagar, coloquei sobre a cama, ao lado do joelho dela.

— Penelope… — Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia. — Olha para mim.

Ela demorou alguns segundos, mas levantou a cabeça. Os olhos vermelhos, o rímel borrado, a boca tremendo. E ainda assim, para mim, continuava sendo a coisa mais linda que esse mundo fodido já produziu.

— Eu… — ela tentou falar, mas a voz falhou. — Chris, eu…

— Uma coisa de cada vez. — interrompi, passando a mão pelos cabelos dela, afastando uma mecha do rosto. — Eu não vou gritar. Não vou sair batendo porta. Então você vai respirar e me explicar. Quem é Sebastian Vechi para você?

Ela fechou os olhos por um segundo, como se escolhesse onde doía menos para começar.

— Ele foi… — engoliu seco. — Ele foi o homem que segurou a corda quando meu mundo estava desmoronando. E depois apertou essa corda no meu pescoço.

Minha mão apertou o lençol.

— Começa do começo, encrenca. — pedi, firme. — Do jeito que você conseguir. Eu aguento.

Ela respirou fundo.

— Você lembra quando eu disse que meu pai ficou doente, lá em Los Angeles? — murmurou. — Que eu fazia qualquer coisa para pagar o tratamento?

Assenti.

— “Qualquer coisa” acaba sendo uma expressão perigosa quando alguém desesperado fala, Chris. — ela soltou uma risada quebrada. — Eu trabalhava num restaurante barato, pegava turno extra, fazia bico onde dava. Mas não era suficiente. Nunca era.

Eu a via voltando para aquele lugar enquanto falava. A postura dela mudava, o olhar perdia um pouco de luz.

— Uma amiga me levou num clube. — continuou. — Um clube de BDSM. Eu não fazia ideia do que esperar. Achei que ia ver umas coisas estranhas, voltar para casa e seguir minha vida fodida. Mas aí… ele estava lá.

Eu já imaginava quem era o “ele”, mas deixei ela seguir.

— O Sebastian me olhou como se eu fosse um projeto caro. — disse. — Primeiro no clube. Depois no restaurante onde eu trabalhava. Ele aparecia, deixava uma gorjeta absurda, fazia perguntas, sondava minha vida. E eu… eu estava cansada demais para perceber o tamanho da armadilha.

Meus dedos cerraram em punho.

— Ele soube do seu pai. — falei, sentindo o gosto amargo das peças se encaixando.

Ela assentiu.

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