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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 154

Capítulo 154 — Entre correntes e fugas (Pt II)

Penelope Lopez

Aquela vida dupla durou enquanto eu tinha um motivo para aguentar, mas o destino é cruel e ele cortou o único fio que me mantinha sã.

Quando meu pai morreu, a corda que me prendia ficou ainda mais fina.

Eu segurei o luto sozinha, porque Sebastian não era bom com almas partidas. Ele era ótimo com corpos treináveis.

— Ainda temos um ano de contrato. — ele lembrou duas semanas depois do enterro. — A dor passa. A disciplina fica.

Aquela frase deveria ter sido meu alerta final.

E foi.

Pela primeira vez desde que assinei aquele maldito papel, eu o encarei como homem, não como acordo.

— Eu quero cancelar. — disse, com a voz mais firme do que eu esperava. — Não quero mais isso.

Ele inclinou a cabeça, como se eu tivesse contado uma piada.

— Esse não era um dos termos, mi caliente.

— Eu posso pagar. — engoli seco. — Eu sei que você… investiu em mim. Eu devolvo. Tudo.

Ele encostou a taça de vinho na mesa. Girou o líquido, pensativo.

— Você acha mesmo… — começou, com calma letal — que pode simplesmente sair da minha vida porque decidiu que acabou?

— Não é sobre você. — respondi, a voz trêmula traindo o discurso. — É sobre mim. Eu não… não quero mais isso. Não quero mais esse mundo. Eu quero tentar… outra coisa.

— Outra coisa… — ele repetiu, saboreando as palavras. — O mundo sempre cobra pela liberdade, Penelope. A sua não é diferente.

Ele puxou uma pasta. Colocou diante de mim.

— Três anos. Moradia, alimentação, segurança, cuidados médicos, roupas, joias, viagens, tempo. O meu e o seu. — ele apontou para a planilha. Cada linha um soco. — Somei tudo o que investi em você. — o olhar dele deslizou até mim. — Se quiser sair agora, sem cumprir o último ano, paga.

O número na última linha me cortou o ar.

— Você enlouqueceu. — sussurrei. — Eu nunca vou ter esse dinheiro. Nem em dez vidas.

— Não era para ter. — ele respondeu, como se fosse óbvio. — Era para ficar.

Eu levei semanas juntando tudo.

Vendi o carro.

Vendi jóias.

Vendi a porra da casa que ele tinha colocado no meu nome.

Juntei cada centavo meu, cada gorjeta antiga, cada resto de cautela.

Não cheguei nem perto do valor que ele queria. Mas cheguei a um número que fizesse sentido para mim.

Fiz a transferência, mandei o comprovante com uma única frase:

“Isso é tudo que eu tenho. E tudo que eu quero te devolver.”

Na mesma noite, arrumei uma mala, rasguei o exemplar do contrato que estava comigo e fui embora.

Los Angeles ficou para trás enquanto o avião ganhava altura. Sebastian ficou para trás. Ou foi isso que eu quis acreditar.

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