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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 152

Capítulo 152 — Dias como esse

Christopher Lawson

Existem dias em que a vida te j**a para o caminho certo.

E existem dias como esse, em que ela te chuta direto para o Bronx.

Acordei com a cabeça cheia, pensando na merda encantadora que é tentar abrir um negócio legítimo depois de mais de uma década vivendo onde ninguém pergunta recibo. A loja precisava prosperar. Não só para provar para mim mesmo que eu podia andar por fora do submundo… mas para que eu pudesse proteger a Penelope de qualquer rastro do que fui.

E, claro, porque o Dominic já tinha deixado claro que sabia que eu ainda era o Boss. Belo jeito de começar a manhã.

Passei a mão no rosto. A conversa com o Dom ecoava na minha mente como uma sirene irritante:

"Preciso que vá comigo num dos galpões do Bronx."

Bronx.

O lugar onde decisões erradas vão para morrer. E onde decisões corretas também morrem, só para não passar vontade.

E a pior parte?

Ele tinha razão. Alguém precisava entrar lá com ele. E esse alguém era o idiota que está narrando isso agora.

Mas antes de qualquer Bronx, qualquer galpão ou qualquer cadáver fresco… tinha Penelope.

A lembrança dela me acertou no peito.

O jeito que ela desviou o assunto. O jeito que ela se encolheu quando perguntei por que veio para Nova York. O segredo que ela achou melhor esconder de mim, sem saber que de mim… é difícil esconder coisas.

Eu queria ficar irritado. Queria mesmo. Só que na hora H, tudo que senti foi um aperto estranho… desses que só quem ama demais sente.

E porra… eu amo essa mulher.

Por um tempo pensei que esse sentimento pertencia à Ju… minha doce Ju.

Mas eu não podia estar mais enganado. Isso pertence à minha encrenca, a primeira mulher que me tirou do eixo só com um olhar. Eu amo a Penelope pelo que ela é, pelo que representa e principalmente pelo que ela desperta em mim.

Só que eu não sei se ela sente o mesmo, ela nunca me disse. Na verdade… eu também nunca disse com palavras, mas acho que deixo claro entre uma ação ou outra.

Espero que ela me ame também, porque nesse momento, escondendo isso… ela só deixa claro que não confia em mim para contar. Então… ou o buraco é muito mais fundo do que eu imaginava, ou realmente ela não me ama.

Porque quem ama… confia.

Suspirei, me arrumei e segui para o hospital quando vi a mensagem do Dominic:

“Hospital”

Quando cheguei, a cena já estava pronta. Três mortos, Dom ferido, Taylor com cara de quem acabou de voltar do playground. E o nome “Drácula” como pista, como se saber que o cara só aparece à noite e adora sangue nos ajudasse em muita coisa.

E as coisas só melhoraram no consultório, Dominic ensanguentado como se tivesse brigado com um caminhão, e um médico jovem demais sorrindo para a Taylor como se estivesse pedindo para morrer.

Eu “teria” rido do ciúme do Dom…

Se eu já não estivesse rindo.

A tensão no ar tinha cheiro de pólvora e testosterona ferida. Dominic estava a um passo de carregar o doutorzinho pela gola para fora do hospital. Mas no final, meu amigo estava bem, e fomos embora.

Quando chegamos ao apartamento, a cena já era familiar demais: Gayer sério, Dominic bufando, Taylor com fome e eu tentando não perder a sanidade.

Até que finalmente veio:

— Arruma tudo. Nós vamos para o galpão.

Eu quase gargalhei.

— Cara, você tá maluco! — falei. — Você tomou um tiro há quatro dias, já abriu esses pontos duas vezes. Não é só burrice, é suicídio assistido!

Ele deu de ombros, como sempre faz quando está prestes a tomar uma decisão péssima:

— Essa conversa eu já tive com muita gente. E ainda estou vivo.

— Por enquanto. — rebati.

Ele abriu a mensagem, virou o celular para mim e mostrou a foto do agente infiltrado. Um galpão pichado, caminhão no meio, iluminação ruim… e um sujeito de perfil saindo pela lateral.

Quando meus olhos reconheceram o rosto, uma onda de incredulidade me tomou.

— Só pode ser brincadeira.

— Garanto que não é. — ele respondeu. — Por isso precisamos ir.

Foi então que Gayer, silencioso como sempre, decidiu entrar na conversa:

— E quem é esse cara?

Apertei a mandíbula.

— Esse aí é o David. O cara que “ajudou” o Atlas no passado.

Dominic soltou um daqueles risos secos que não têm humor nenhum.

— Ajudou. Ele colocou foi um alvo gigante nas costas dele, isso sim.

Levantei, fui até o aparador e servi uma dose generosa.

Porque se é para encarar fantasma… que seja com álcool.

— Bom… o alvo já está lá. Agora a gente precisa resolver. — falei.

Dominic caminhou até mim, pegou o copo da minha mão.

— Ah, é sério isso, Dominic?

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