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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 151

Capítulo 151 — Reconhece?

Dominic Costello

Entramos de volta no hospital como reis do caos: escoltados, armados e manchados de sangue. A discrição tinha ficado morta no estacionamento junto com aqueles três.

As pessoas abriam caminho, algumas encarando, outras cochichando. Algumas filmando, claro. Porque ninguém perde um FBI sangrando.

Dessa vez, quando entramos no setor, nada de Bianca. Graças à Deusa das namoradas ciumentas, porque o olhar que Taylor estava lançando pelo corredor… eu não queria estar na pele de nenhuma que fizesse gracinha perto dela.

No consultório ficamos Taylor, eu e Chris. Um médico jovem apareceu na porta, jaleco aberto, crachá pendurado, cabelo castanho-claro todo desarrumado de um jeito perfeitamente calculado.

— Senhor Costello? — ele chamou, os olhos passando do meu ombro para a minha cara, e depois… para a mão da Taylor na minha cintura.

A boca do Chris se curvou.

— Presente. — respondi.

— Sou o doutor Rafael. — ele se aproximou, dando um sorriso cordial demais. — Me avisaram que o senhor está tentando começar uma coleção de pontos na ala cirúrgica. Se continuar nesse ritmo, vai ganhar milhagem.

Taylor riu.

— Ele é competitivo. — ela disse. — Se tiver ranking, seja do que for… ele quer ganhar.

— Ah, então a culpa é de vocês. — o médico apontou com o queixo para nós dois. — Casais são os piores pacientes. Um arrasta o outro para a confusão.

— A confusão normalmente é ela. — retruquei.

— Claro, claro. — Rafael respondeu, avaliando o curativo. — Ela parece perigosa. — olhou para Taylor, com aquele sorriso de canto. — Espero que o senhor esteja sendo bem tratado em casa.

— Excelente, doutor. — Taylor respondeu antes de mim, com um brilho maroto no olhar. — Se precisar de estudo de caso sobre homens teimosos que não sabem o significado da palavra repouso, eu tenho um exemplar em casa para pesquisa.

Chris virou o rosto e deu duas tossidas, mas não disfarçou a risada.

Eu apenas estreitei os olhos para o médico.

Rafael levantou as mãos, fingindo rendição.

— Ok, ok. — falou. — Vamos cuidar desse ombro antes que ela resolva fazer o serviço sozinha com linha de costura e agulha de crochê.

— Que isso, doutor, olha bem para mim e vê se tenho cara de quem curte um crochê? — ela colocou a mão na cintura, o que levou o cretino a avaliar o corpo dela.

— Realmente… — os olhos dele brilharam. — Você não tem jeito de quem curte crochê.

Eu o encarei, que, sem graça, voltou a atenção para o que interessava, no caso: Eu!

Ele refez o curativo com eficiência, checou os pontos, falou algo sobre “limitar movimentos” e “não bancar o herói”. Cada vez que ele encostava em mim, Taylor ficava de braços cruzados, encarando; cada vez que ele olhava para ela, eu sentia uma pontada idiota de ciúme na base da nuca.

Chris, claro, percebeu.

— Relaxa, Dom. — cochichou. — Ele é muito jovem para sua velha insegurança.

— Vai se foder, Lawson. — rosnei baixo.

— Não dentro do hospital. — ele completou, satisfeito.

Rafael terminou, tirou as luvas, passou mais umas recomendações e sorriu de novo para Taylor.

— Qualquer coisa diferente, febre, dor muito forte, traz ele de volta, certo?

— Eu trago. — ela respondeu. — Amarrado, se for preciso.

— Estou vendo que estou em ótimas mãos. — comentei, irônico.

— Está mesmo. — os dois disseram quase ao mesmo tempo e riram.

Quase mandei ambos à merda.

Coletti apareceu na porta quando o médico saiu.

— A cena do estacionamento está sob controle. — informou. — Corpos removidos, perícia já começou. Pegamos algumas placas dos carros que saíram logo após os tiros. Estamos cruzando dados.

— E Adam? — perguntei.

— Nenhum “Adam” no relatório oficial. — ele respondeu, sabendo exatamente o que eu queria. — Sumiu antes da polícia chegar.

— Ótimo. — falei. — Menos papelada.

— Por hoje. — Coletti acrescentou. — Porque ele ainda vai aparecer no seu relatório, chefe, ele está com o senhor nas imagens.

— Uma merda de cada vez, agente. — suspirei. — Obrigado.

Chris estalou os dedos.

— Se terminaram de brincar de CSI, eu voto para levar esse grandão para casa. — ele disse. — Ele está branco. Mais branco que o normal, e não é charme, é falta de sangue mesmo.

Taylor apertou minha mão.

— Concordo com o ex-chefe do crime. — ela falou.

Olhei para os três.

— Eu vou aceitar só porque estou cansado. — admiti.

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