Capítulo 149 — Barulho e instinto
Dominic Costello
Foi o gatilho que eu precisava.
O próximo segundo foi barulho e instinto. Eu me joguei para frente, indo direto no braço do da direita, segurando o pulso dele antes que a arma saísse por completo da jaqueta. Torci com força, ignorando a fisgada rasgando meu ombro recém-costurado. Ele gritou, a arma saiu da mão, voando para o chão. Chutei o joelho dele, ouvi o estalo, e ele caiu de lado.
— TAYLOR, ABAIXA! — rugi.
Ela obedeceu. Eu ouvi o impacto do corpo dela se jogando atrás do carro.
Os outros dois sacaram as armas ao mesmo tempo.
Adam, o filho da puta, foi mais rápido do que eu esperava. Se jogou contra o mais próximo, empurrando o braço do cara para cima no momento em que ele atirou. O disparo ecoou pelo subsolo, estilhaçando uma lâmpada no teto. Faíscas e gesso choveram.
Eu mergulhei para o lado, peguei a arma que tinha caído, rolei no chão e, ainda com o ombro protestando, mirei no joelho do que estava livre.
Dois tiros, secos.
Ele caiu, gritando, a arma escorregando pelo chão em nossa direção. Taylor, do outro lado do carro, esticou a mão, pegou o metal e, sem pensar muito, deslizou pelo chão, jogando a arma para mim como se fosse uma bola.
Peguei no ar. A raiva me tomou por ela se arriscar, mas ao mesmo tempo, ela era tão sexy em ação.
— Meu Deus, eu amo essa mulher. — murmurei, antes de voltar o foco total.
O segundo cara, o que o Adam tinha segurado, tentou se soltar, girando o corpo, apontando a arma para a cabeça do outro.
— Larga ele, porra! — gritou.
Adam deu uma cabeçada no nariz dele, o estalo ecoou pelo estacionamento. Sangue jorrou.
— FILHO DA… — o cara não conseguiu terminar. Eu apertei o gatilho.
Um tiro. Peito. O corpo dele foi para trás como um boneco, batendo na lateral de um carro estacionado.
O primeiro, o do joelho, ainda tentava rastejar até a arma que Taylor tinha jogado. Atirei de novo. No ombro. Ele caiu, o corpo pesado, soltando um gemido rouco.
O terceiro, aquele que eu tinha derrubado primeiro, tentou aproveitar a distração. Tinha uma faca escondida na bota, claro que tinha, e avançou mancando, mirando o meu lado bom.
Taylor apareceu por trás dele, como um raio, e o empurrou com força contra o carro estacionado ao lado. O corpo dele bateu no metal, e ele perdeu o equilíbrio por um segundo. Foi o tempo suficiente.
Acertei na testa.
Silêncio.
Meu ouvido zumbia. O cheiro de pólvora, sangue e fumaça de lâmpada queimada encheu o estacionamento. Por um segundo, tudo que eu ouvia era minha própria respiração, pesada, e a da Taylor.
Depois vieram os gritos.
— Meu Deus!
— Alguém chama a segurança!
— Tiro! Tem tiro no subsolo!
Pessoas começaram a surgir atrás dos carros, espiando, recuando, algumas correndo para o elevador, outras puxando o celular para filmar. Sempre tem um idiota querendo registro do caos.
Sirene.
O som agudo cortou o ar, ficando mais alto, mais próximo. O segurança interno do hospital já devia ter chamado a polícia assim que o primeiro tiro ecoou.
O carro… o covarde fugiu cantando pneu. Olhei para o chão. Três homens caídos. Um não respirava mais. Outro gemia, o sangue se espalhando rápido pelo piso de concreto. O terceiro estava completamente imóvel, olhos abertos, vidrados.
Taylor estava ofegante, com as mãos trêmulas, encostada no capô do meu carro.
Adam enxugava o sangue do próprio nariz, respirando pela boca.
— Corre. — falei, girando a cabeça para ele.
— O quê? — ele franziu o cenho.

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