Dominic Costello
Encerrei com a Ju, respondi ao meu agente e liguei para o Chris.
— Fala.
— Temos um problema. — respondi.
— Como se eu esperasse que estivesse me ligando para dar um “bom dia”.
— Bom dia. — retruquei.
— Acho que a Taylor está fazendo muito bem para o seu humor, ele tem melhorado.
— Sempre fui divertido.
— Claro que sim. — respondeu com deboche.
— Onde você está?
— Estou com o Oliver na loja. — ele disse. — Mas e aí? O que houve?
— Preciso que vá comigo num dos galpões no Bronx.
— Galpão?
— Exato, onde os meus agentes viram o Snake pela última vez.
— Merda… Podia me convidar para fazer algo divertido.
— Te deixo socar alguém.
— Agora está falando minha língua. — falou com um sorriso na voz. — O que acha que vai encontrar lá? — me perguntou.
— Ainda não sei, espero que pelo menos a ponta desse iceberg.
— Dom… garanto que gelo não vamos encontrar lá, e sim coisas quentes. Os negócios do Snake pegam fogo.
— Ainda bem que me avisou, assim já levo o extintor. — disse sério, e Lawson riu.
— E ontem? Conseguiu convencer o Noah sobre o tio?
— Não… mas falei com a Ju.
— E?
— Ela vai me ajudar, vou conseguir o material para grampear o senhor Blake.
— E o que alegou para conseguir o mandado?
Sorri para sua pergunta.
— Não tenho um.
— Olha só, o nosso supervisor fodão do FBI vai agir por baixo dos panos.
— Cala a boca, Lawson.
— Que isso, cara, só estou surpreso.
— E então, vai comigo ou não?
— Vou, mas preciso resolver as coisas por aqui. Estou tentando me afastar do submundo, ser um cara direito, mas você vive me arrastando para a confusão.
— Seu timing foi péssimo para isso. — falei com ironia.
— Pelo menos fiz boas conexões enquanto eu ainda era o Boss.
— Lawson, você quer mesmo que eu acredite que eles te obedecem só por gratidão?
— Costello, finge que acredita e fica tudo certo. Minha encrenca me mata se souber a verdade.
— Falando em encrenca, e aquele problema?
Chris ficou em silêncio por um minuto antes de responder.
— Ela fugiu do assunto, mas não vou desistir até descobrir a verdade.
— Se quiser eu posso falar com o pessoal de Los Angeles.
— Valeu, cara, mas vou dar a chance dela me contar. Se ela não fizer…
— Ok... Bom, então resolve logo seu problema de homem sério e me encontra aqui mais tarde.
— Beleza. — me respondeu e desligou.
Joguei meu celular na cama e fui até o closet. Tirei a calça de moletom e peguei uma jeans.
— É a visão do paraíso. — A voz da Taylor chamou minha atenção.
— Depois eu que sou o pervertido. — Ela se aproximou, parando bem na minha frente.

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