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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 147

Capítulo 147 — Ferveu de novo…. (part II)

Dominic Costello

A tensão era quase palpável entre nós três.

— Eu já volto. — Taylor disse, de repente. — Vou… responder uma mensagem.

Antes que eu perguntasse qualquer coisa, ela saiu do consultório, batendo a porta só um pouquinho mais forte que o necessário.

Fiquei olhando para a porta.

Ela estava mexida. Muito mais do que deixava transparecer.

Bianca terminou de ajeitar a faixa, passando as mãos devagar demais pelo meu ombro.

— Você é bem resistente. — comentou. — A maioria dos homens reclama bem mais.

— Já apanhei da vida o suficiente para me acostumar. — respondi.

Ela se inclinou só um pouco mais, o rosto perto demais.

— Se precisar de alguém para cuidar de você fora daqui… — disse, a voz baixa. — Eu não me incomodo de fazer hora extra.

A porta abriu no mesmo instante.

Taylor entrou.

Bianca recuou um passo, mas não o suficiente para parecer inocente.

— O que houve? — perguntei, olhando para a minha mulher.

— Nada. — ela respondeu, seca. — Já acabou?

— Quase. — Bianca respondeu, sorrindo. — Só estava dando as últimas orientações.

— Ótimo. — Taylor disse. — Porque eu também tenho algumas.

A médica voltou, entregou a receita, falou mais duas coisas sobre os cuidados, reforçou a parte do repouso e saiu de novo, dizendo que pediria para liberarem a ficha.

Ficamos nós três. Taylor voltou a mexer no meu celular, e na sua distração Bianca pegou uma caneta, puxou um papelzinho do bolso, escreveu algo rápido e veio até mim. Colocou o papel na minha mão.

— Esse é meu número pessoal. — sussurrou, com um sorriso que eu conhecia demais. — Caso sinta dor. Ou caso só queira conversar um pouco.

Antes que eu respondesse, a mão da Taylor veio certeira, arrancando o papel da minha.

— Ah, que bom que é o pessoal. — ela disse, doce como veneno. — Assim fica mais fácil de bloquear.

Amassou o papel devagar, sem tirar os olhos da enfermeira, e jogou direto no lixo ao lado.

— Ele não vai precisar do seu número. — continuou. — Quando sentir dor, tem analgésico. Quando quiser conversar, tem amigos. E quando precisar de cuidado, tem a mulher dele. Está bem, Bianca?

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