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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 144

Capítulo 144 — Manipulação?

Dominic Costello

Enquanto eu não consegui pregar o olho a noite inteira pensando na relutância de Noah em investigar o tio, minha mulher dormiu feito um bebê… minha bebê.

Cruzes, não… Não tenho vocação para “sugar daddy”.

Fiquei admirando ela jogada na cama, um dos braços envolvendo minha cintura, minha camiseta, que mais parecia um vestido nela, revelando suas pernas torneadas. Nunca vou me cansar de admirá-la, porque minha mulher é linda.

— Grandão… para de me olhar com esse jeito pervertido. — ela disse, ainda com os olhos fechados e a voz rouca de sono.

— Querida, eu não tenho culpa de você ser a coisa mais deliciosa que existe nesse mundo.

Ela abriu os olhos, me encarou por alguns segundos. Levantou o rosto e encontrou meus lábios. Quando nos separamos, ela deitou no meu peito.

— Será que você é o Thor na aparência e o Deadpool na perversão? — ela perguntou, com um sorriso na voz.

— Você realmente gosta da Marvel, né? — falei rindo e dando um beijo no topo da cabeça dela.

— Aprendi muito com os gibis e os filmes. São minha referência de vida! — Taylor disse com convicção.

Nós rimos mais um pouco. Ela me contou um pouco sobre sua infância, disse que a mãe sempre comprava as histórias em quadrinhos dos super-hérois. Ela pouco fala da mãe, mas quando fala não tem só saudade ali… tem dor.

— Eu estou morrendo de fome. — ela disse se levantando. — Vou ir preparar nosso café, te espero na mesa, grandão.

— Vou tomar um banho primeiro.

— Precisa de ajuda com o curativo?

— Não. Está tranquilo. — ela me deu um beijo e seguiu para a cozinha.

Tomei um banho rápido, coloquei somente uma calça e fui ao encontro de Taylor até a cozinha. A mesa estava posta, com tudo o que tinha direito. Levei ela e Diva ao mercado ontem e minha garota fez a festa, parecia que estava em um playground.

Me sentei na ponta e, assim que ela passou por mim, a puxei para meu colo.

— Dominic!! — ela me repreendeu.

— O que foi? — perguntei, ainda agarrado a ela.

— É sério que está me perguntando isso? Te juro, Dom, se abrir esses pontos e tiver que voltar para o hospital, vai sozinho.

— Amor não diz o que não teria coragem de fazer.

— Ah, mas eu teria sim. Por teimosia sua, eu voltar para aquele hospital? Pode apostar que te deixo sozinho.

Passei o nariz por seu pescoço, ela gemeu e eu ri.

— Vou fingir que acredito que me deixaria sozinho com todas aquelas enfermeiras dispostas a me ajudar até mesmo a ir ao banheiro.

Ela me encarou, e se olhar matasse… o dela me faria cair duro. A provoquei mais um pouco, depois tomamos café, com ela em meu colo, claro. Assim que acabamos, Taylor ficou organizando a mesa, enquanto eu voltei ao nosso quarto.

Entrei e ouvi meu celular. O alcancei, olhei na tela e atendi.

— Ju.

— Me diz o que precisa que eu faça, quero te ajudar a investigar o senhor Blake.

A voz da Juliet veio carregada de algo que raramente aparecia nela: ansiedade.

— O que aconteceu? — perguntei, já sabendo que não era pouca coisa.

— Dominic… — a voz dela veio trêmula, quase um pedido de socorro contido. — Ele ligou para o Noah hoje de manhã. E o Noah… ele só levantou e foi. Sem me dar detalhes, sem me explicar nada… como se fosse um comando automático.

Respirei fundo. Claro que o Blake faria isso.

— Ju, respira. Me explica desde o começo.

— Ontem eu descobri… — ela continuou, mais firme. — O tio do Noah ajudou ele quando era criança. Uma situação horrível. Foi a primeira pessoa que o defendeu… e eu vi nos olhos do Noah o tamanho dessa gratidão. Mas Dominic, eu conheço esse tipo de gratidão. Sei como ela pode ser usada contra a gente.

Ela engoliu seco. Eu esfreguei o maxilar. Isso não era bom.

— Você acha que ele está usando essa gratidão para manipular o Noah? — perguntei.

— Eu acho que pode estar. — ela confirmou. — E isso me apavora. Porque o Noah não percebe quando está sendo puxado para um buraco emocional. Ele confia no tio sem questionar.

Eu respirei fundo, escolhendo as palavras com cuidado.

— Juliet… tem uma coisa que você precisa saber. Eu não tenho provas ainda. Mas tenho indícios fortes.

— Quais? — ela perguntou imediatamente.

Era agora que as pontas começariam a se amarrar.

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