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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 139

Juliet Pierce

Já se passaram três dias desde o atentado da Jenny e da morte de Cyrus.

A cidade parecia em pausa, o tipo de pausa que vem antes de um terremoto. Os jornais omitiram os detalhes, a polícia fez vista grossa, e os nomes por trás do caos foram abafados com a mesma facilidade com que uma brisa apaga uma vela. Mas nós sabíamos. Todos sabíamos.

Os meninos decidiram deixar a Paradise fechada por algumas semanas. Dom ainda se recuperava do tiro, Sammy precisava de atenção e Jen ainda estava no hospital.

A segurança do prédio não foi dobrada, foi quadruplicada. Chris anda agitado, segundo a Penny, mais do que o normal. Oliver, para poder estar mais perto de Athena e da nossa Sammy, recusou viajar para um torneio amador. Declan e Atlas, estes só tinham cabeça para suas mulheres, o que era compreensível, ambas precisam deles mais do que tudo agora.

Taylor agora se sentia mais em casa, mas ela e Dom são a verdadeira definição de cão e gato; esses dois ganharam do Chris e da Penelope.

Já ele… meu namorado.

Estava se desfazendo em silêncio.

Caminhei até o escritório, a porta estava entreaberta. Dominic e Christopher estavam conversando com Noah, que não respondia, só ouvia. Dei duas batidas na porta e a empurrei.

— Já barrei a Cece três vezes com a bandeja de café, acho justo que os três estejam na mesa com todos nós. — falei com a mão na cintura.

— A Penelope já chegou? — Chris me perguntou.

— Sim, está lá na sala esperando enquanto conversa com a Tay. — o avisei.

— Preciso falar com ela. — ele disse, saindo do escritório. Noah ainda estava sentado atrás da mesa, com os olhos perdidos.

Suspirei ao vê-lo. Meu coração estava inquieto. Desde o ataque, Noah quase não dormia. Ele evitava conversas longas, me afastava com um beijo na testa e um sorriso torto. Mas eu via em seus olhos... por dentro, meu amor estava quebrado.

— Amor?! — o chamei, que pareceu só naquele instante me ver. — Vamos? — perguntei.

— Querida, vai indo. Preciso fazer umas ligações importantes.

Respirei fundo. Eu era sua assistente, não havia ligação nenhuma a se fazer, não nesse momento. Sabia bem que aquilo era só mais uma das suas desculpas para ficar sozinho.

Olhei para o Dom, que só me deu um aceno e saiu. Fui até o Noah e me sentei em seu colo.

— Não demora nessa tal “ligação” — falei e consegui arrancar um sorriso fraco dele.

— Não vou, prometo. — respondeu, me dando um beijo rápido.

Levantei do seu colo.

— É bom mesmo, se demorar sua filha vem te buscar.

Agora ele sorriu de verdade, e eu saí do escritório. Dominic estava do lado de fora esperando.

— Está tudo bem, Dom? — perguntei preocupada.

Ele me olhou como se estivesse escolhendo as palavras.

— Preciso da sua ajuda, Ju. Noah não quer tocar no assunto. Mas, Juliet, precisamos investigar o tio dele. Tem movimentações suspeitas nos registros financeiros dele, e algumas conexões... obscuras.

— O que você quer dizer com “precisa da minha ajuda”?

— Fala com ele, explica a situação. Noah é teimoso demais quando quer, e não quero ter que passar por cima dele, nem fazer nada escondido.

— Posso tentar explicar a situação, e convencê-lo à investigação.

— Não. — a voz veio atrás de mim, Noah tinha saído do escritório e nenhum de nós tinha ouvido. — Eu já falei que não quero ninguém mexendo com isso. Ele é minha única família. O que vocês estão fazendo é desrespeitoso. Chega. — falou irritado, o maxilar travado, estava claro que estava se segurando.

Dominic tentou argumentar, mas Noah ergueu a mão.

— Eu não quero ouvir. E você, Juliet... não se envolva nessa história.

— Noah, essa história também é minha história! — retruquei.

— E eu prometi a você que resolveria, e vou fazer do meu jeito.

Dom suspirou em derrota, e eu, por um instante, me calei.

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