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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 135

Capítulo 135 — Aguenta por vocês dois

Declan Reed

O som da sirene da ambulância rasgava a noite enquanto eu segurava firme a mão de Jenny, como se meu toque fosse suficiente para mantê-la consciente. O sangue que manchava minhas roupas não me incomodava. Nada mais importava. Tudo o que eu via era o rosto pálido da minha mulher, a mulher que eu amo, que eu escolhi para passar o resto da vida ao meu lado e nem tive a oportunidade de dizer isso ainda.

Os olhos dela estavam entreabertos e eu sabia que era ela tentando me olhar, me mostrar que estava ali… pelo menos era nisso que eu acreditava.

— Fica comigo, amor... por favor... — murmurei repetidamente, mesmo quando ela já não respondia.

As portas do hospital se abriram com urgência. Tentei ir com ela, mas dois paramédicos me seguraram, impedindo.

— O senhor precisa esperar aqui, ela vai direto para o centro cirúrgico.

— EU VOU COM ELA! — eu rugi, descontrolado, tentando me soltar.

— Declan! — Taylor apareceu correndo, com o crachá de acompanhante ainda preso ao pescoço, ela estava com a Sammy. — Eles precisam fazer o trabalho deles. Confia neles. Confia nela.

Parei, ofegante, sentindo os olhos ardidos e provavelmente vermelhos, meus punhos cerrados. Taylor se aproximou devagar, como se estivesse prestes a domar um animal ferido.

— Não adianta brigar com os médicos. Ela precisa de paz agora, não de caos.

Levei as mãos ao rosto e cambaleei para trás. Taylor me amparou com firmeza.

— Respira comigo. É isso. Solta o ar. Vamos por partes. Primeiro: ela está viva. Segundo: ela está sendo atendida. Terceiro: você não vai sair daqui até ela abrir os olhos de novo e os médicos dizerem que ela vai ficar bem.

Eu assenti, engolindo em seco. As lágrimas não vinham, mas o desespero estava em cada centímetro do meu corpo.

— Eu é que devia estar lá, eu! Não ela, não minha pequena...

— Não começa com isso, Reed. Isso não ajuda. O que aconteceu foi uma tragédia, mas não foi culpa sua. Jenny é forte. E ela te ama. E sabe que você a ama, e sei que é isso que a fará lutar pela vida, cara. Porra, acredita nisso, acredita na capacidade da sua mulher!

Eu caí de joelhos no chão frio do hospital, finalmente cedendo ao meu próprio colapso. Taylor me abraçou, segurando firme.

— Chora, caralho. Não é vergonha nenhuma. Desaba agora, desmonta, quebra, mas agora, nesse momento… porque quando ela sair de lá, ela vai precisar de você inteiro, Declan.

— Eu não sei viver sem ela, Taylor.

— E quem disse que vai ter que aprender, cara? Jenny é a pessoa mais forte e resiliente que eu conheço. A pequena é sangue nos olhos, ela tem aquele jeitinho meigo, mas é um furacão.

Por um segundo, um único, eu ri ao lembrar da minha pequena destruidora. Taylor estava certa, minha mulher era um furacão quando queria.

O som dos passos apressados ecoou pelo corredor. Juliet chegou primeiro, com Noah e Penelope logo atrás. Diva e Atlas vieram em seguida, ambos com o rosto em desespero. Atlas tinha um carinho fora do normal pela Jenny, sempre teve; assim como Wolf, eles a tratavam como irmã. E Diva… ela era nossa mãezona.

— Como ela está? — Juliet perguntou, aflita.

Taylor se ergueu, me ajudando a ficar de pé.

— Ainda na cirurgia. Mas ela chegou viva.

Noah se aproximou e apertou meu ombro.

— Dom e Chris ficaram para resolver a cena. Dominic colocou no relatório que foi ele quem atirou no Cyrus para não complicar o Chris. E o Cyrus… não resistiu.

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