Capítulo 128 — Hoje e para sempre
Dominic Costello
Eu sou um idiota, um completo idiota por ter falado com ela desse jeito. Eu sabia que ela não tinha culpa, mas o ciúme me cegou, essa que era a verdade.
Saber que ela procurou aquele babaca que claramente tem sentimentos por ela, me fez agir como um adolescente cretino e não como um homem barbado.
Eu gritei para que voltasse, mas foi inútil, tentei me levantar, mas senti tudo girar e recuei.
A porta se abriu e entrou uma enfermeira.
— Senhor Costello, como está se sentindo? — perguntou se aproximando.
— Estou bem, só tentei levantar e senti uma tontura.
— Ah, isso é normal, o senhor perdeu uma quantidade significativa de sangue e ainda está sob efeito de medicação. Não recomendo levantar a não ser com ajuda. — ela olhou ao redor do quarto. — Onde está sua acompanhante?
— Ela deu uma saída, para atender uma ligação. — menti, não podia dizer que briguei com a minha mulher no leito do hospital.
— Compreendo, eu trouxe suas coisas. Aqui estão suas roupas, e seus pertences. Irei deixar aqui em cima. — ela fez sinal para o criado que ficava ao lado da cama.
— Agradeço, será que posso te pedir um favor?
— Claro, senhor.
— Poderia chamar minha mulher para mim? Preciso ir ao banheiro, e disse que não posso levantar sozinho.
— Chamo sim, mas se quiser posso ajudá-lo ou, para que se sinta mais à vontade, chamo um dos enfermeiros?
— Não é necessário, eu espero minha mulher se puder chamá-la.
— Farei isso, o nome dela?
— Taylor… Taylor Laurent.
— Ok, vou procurá-la, caso não a encontre, peço para anunciarem.
— Muito obrigado. Antes de sair, posso pedir um último favor?
— Sim. — a moça respondeu prontamente.
— Poderia alcançar o meu celular. — ela voltou até o criado, pegou o aparelho e entregou em minhas mãos.
— Vou chamar sua esposa. — “esposa” a palavra ecoou dentro de mim. — Qualquer coisa é só apertar a campainha que alguém da equipe aparece.
— Obrigado. — respondi.
Assim que ela saiu, o primeiro número que disquei foi o da Taylor, mas como esperado, ela rejeitou. Tentei enviar uma mensagem, mas com um dos braços enfaixados foi difícil, eu desisti. Liguei mais umas três vezes, e nada.
Encostei a cabeça no travesseiro, fechei os olhos e fiquei ali um momento pensando se a esperava, ou se arriscava ir atrás dela. Senti meu celular vibrar, e assim que olhei era uma mensagem do Chris.
“Problemas sérios, no celular de um dos caras não tinham só fotos nossas no clube. Tem fotos em todos os lugares, cobertura, empresa, Brooklyn… até das crianças na escola.”
Li a mensagem dele e deixei minha cabeça trabalhar um pouco, isso era o esperado, eles querem nos encurralar e precisam de brechas para isso. Disquei novamente, mas dessa vez o número do Chris.
— Dom, e aí, cara, como está?
— Bem, me diz o que conseguiu fora as imagens?
— Contatos, conversas que serão úteis. Seu agente levou os cretinos, mas o atirador, não era do cafetão.
— É, eu sei. — falei frustrado.
— Sabe? Como?
— Taylor falou com o tal do Adam e ouvi quando ela questionou o idiota sobre isso.
— Adam é o irmão do cafetão?
— Esse mesmo.
— E o que mais ela descobriu?
— Eu não sei, nós dois discutimos e ela saiu do quarto e não conversamos sobre isso. — me senti um cretino mais uma vez pelo que eu disse, depois continuei. — Mas preciso descobrir quem mandou o atirador. Taylor está certa em algo que disse para o Adam. Se foi um dos parceiros do Tropeço quem mandou o atirador, a parceria deles é frágil.

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