Capítulo 127 — Homem da minha vida
Taylor Laurent
Dominic não vai gostar quando descobrir o que eu fiz, mas faço isso por ele.
— Se tinha certeza que eu te procuraria, já sabe o motivo então. — perguntei ao Adam.
— Eu sei, se arrependeu de ir embora e quer voltar.
— Ah, claro que é isso! Que louca seria eu em querer morar em Manhattan, trocar South por isso aqui? Devo estar louca mesmo. — falei em deboche.
— Então diz o que quer, Taylor. — o tom dele mudou.
— Quero saber o que Tom e Jerry estavam fazendo aqui?
— Você os viu? Tropeço está tentando falar com eles.
— Acho que isso não vai ser possível nesse momento. — respondi com ironia.
— É sério, Taylor, você não tem ideia do que está rolando. Se você sabe deles, só me diz.
— Por que eu deveria?
— Somos amigos?
— Amigos? — rebati. — Seu irmão foi claro que não podíamos ser amigos, e a droga que você conseguia para mim, eu te pagava muito bem por ela.
— Eu nunca fui seu amigo declarado, mas sempre estive ali para você.
— E te agradeço por isso, mas isso não me deixa em dívidas com você e muito menos com o Tropeço, que explorou minha mãe por anos, e ainda me obrigou a trabalhar no lugar dela.
Adam ficou mudo por um minuto.
— Ok, pense como quiser. Mas esconder os caras não vai te ajudar.
— Não estou escondendo ninguém, eu nem sei onde estão. — não era mentira, eu saí de lá com o Dominic, e não sei o que exatamente o Christopher fez com os caras. Mas não posso falar que o Dom está no hospital, ainda não sei se o tiro foi coincidência ou encomenda.
— Olha, Adam, eu só quero saber o que eles estavam fazendo aqui. E por que tiraram fotos nossas?
— Eu te disse naquele dia que meu irmão estava trabalhando com o Snake, ele não me deixou a par de tudo, disse que era melhor eu saber o mínimo possível. Taylor, esses caras são grandes e não estão para brincadeiras.
— Isso eu já percebi.
— Então volta, estrelinha… — a voz dele suavizou um pouco. — Olha, eu posso falar com o Tropeço e te tirar dos quartos, te deixar só no bar.
— Sem chance, Adam, te agradeço pela tentativa de “ajuda”, mas eu estou melhor aqui.
— Não foi só pelo Tom e Jerry que me ligou, então me diz. — ele mandou.
— Tinha um terceiro, mas esse eu não conhecia.
— Tropeço não mandou mais ninguém, era só eles para acompanhar o tal do George e para ficar de olho nos seus “novos amigos”.
— Mas tinha um terceiro, e esse não veio só para olhar, ele agiu.
— Como assim? — ele perguntou.
Ouvi um barulho atrás de mim e me virei, Dominic ainda estava dormindo. Voltei minha atenção para o Adam.
— O desgraçado abriu fogo em mim.
— QUE PORRA, TAYLOR! — Adam gritou. — Você se machucou?
— Eu tô bom, me defendi com uma lata de lixo.
Adam riu, pois foi ele quem me ensinou isso quando éramos crianças, ele dizia “Os tiras têm colete, a gente tem a tampa”.
— E você disse que isso nunca seria útil.
— Parece que me enganei. — respondi rindo. — Mas Adam, se não foi o Tropeço, alguém não confia nele o suficiente, porque o cara estava lá, e não queria brincar.
— Nisso você está certa, vou sondar meu irmão. Se esses idiotas não confiam nele, está na hora dele recuar também.
— Se descobrir alguma coisa… — comecei, mas ele me interrompeu.

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