Capítulo 118 — Não somos mais os mesmos
Noah Blake
Três dias, passaram-se três dias da melhor notícia da minha vida. Eu vou ser pai, de novo, porque já tenho minha princesa e meu garoto, e agora mais um “pacotinho de amor”, como diz a Ju, está a caminho.
Faz também três dias que o Dom me disse o que descobriu sobre o “patrocinador” do Cyrus e Monroe. Extratos bancários milionários no nome do “sangue do meu sangue” foram as palavras dele. Só que eu conheço meu tio, não sou o tipo de cara que coloca a mão no fogo por qualquer um, mas por ele eu coloco. Já por sua amada filha, “Marcela Sinclair”, eu tenho certeza que isso tem dedo dela.
Tem também hoje o reencontro com o David, depois de anos, e o que me irrita é saber que depois de todo o sofrimento do Atlas e da Athena, por culpa de uns cretinos, eles terão que reviver tudo isso.
Ouvi batidas fracas na porta do meu quarto. Eu estava ajeitando minha gravata e a Ju havia ido até o quarto das crianças arrumá-los para a escola, o dia aqui em casa começava cedo. A porta se abriu e por ela passou minha mini Juliet, com um sorriso que aquecia a alma e cheia de brilho, literalmente.
— Bom dia, minha princesinha gliterizada. — falei, terminando de me arrumar e virando para ela.
— Bom dia, papai. — ela me respondeu, correndo até mim, que a peguei no colo no mesmo instante.
— Como foi sua noite? — perguntei para ela.
— Foi bem, e a sua? Ouvi você gritar. — Engoli seco, mas tentei manter a postura. Era verdade, na noite passada tive um dos meus pesadelos, mas, como sempre, minha mulher esteve lá para me acalmar.
— Tive um sonho ruim. — respondi, forçando um sorriso. Laurinha colocou a mão no meu rosto, depois beijou minha testa.
— A vovó Cece disse que carinho e beijo na testa afastam os sonhos maus. — Retribuí a carícia dela, e o beijo na testa.
— Obrigado, meu amor, vou guardar seu carinho para não ter mais sonhos ruins.
— Está bom, mas eu posso te fazer carinho todo dia antes de dormir. — Senti meu peito apertar.
— Vou adorar isso. — Eu respondi, a abraçando bem forte. Ouvimos um “hum hum” vindo da porta.
— Não quero atrapalhar esse momento pai e filha, mas o café já está na mesa. — Ju nos disse com Heitor ao seu lado.
Dei um beijo de bom dia no meu garoto, e seguimos os quatro para a mesa. Ava e Cece tinham se dado bem, e mesmo com certa relutância, agora ela aceita bem minha mulher e meus filhos, o que me deixou grato, pois se ela não o fizesse, seria obrigado a dispensá-la depois de tantos anos de parceria.
A mesa tinha tudo que as minhas crianças gostavam, e minha mulher estava começando a dar sinais da gravidez, mas ainda não contamos a ninguém. Com tudo que vem acontecendo, Juliet quis manter isso entre nós dois por enquanto, e eu concordei.
Ainda faltavam longos minutos para o portão da escola abrir. Avisei Declan que sairia em meia hora e ele assentiu. Decidimos que as meninas não irão para a empresa até tudo isso se resolver, as duas trabalhariam de casa. E entre nós cinco, combinamos que fora a segurança vinte e quatro horas, sempre teria um dos nós no prédio.
Terminei meu café e fui até o escritório organizar os documentos até o horário de sair. Estava distraído de costas para a porta e não a ouvi chegar, só soube que estava ali quando senti seus braços me abraçando por trás e suas mãos acariciando meu peito.
— Bom dia, amor… — Juliet sussurrou.
— Bom dia, querida. — respondi, me virando e dando um beijo rápido nela. — Algum problema? — perguntei, a puxando para mim.
— Não, só pensei que, já que tem uns minutos extras, precisava te dar um “bom dia” de qualidade.
— Qualidade? — perguntei, arqueando uma das sobrancelhas.
— Sim, “senhor”. — Juliet respondeu com malícia, deixando claro o “senhor” que ela queria despertar em mim, foi descendo as mãos por meu peito e parando em meu membro, que já tinha se animado em tê-la ali.
— Tem certeza que quer fazer isso agora?
Ela continuou a me provocar.
— Tenho, Cece está com as crianças na sala de TV, Ava na cozinha… — ela fez uma pausa, ficou na ponta do pé para alcançar meu ouvido e sussurrou. — A porta já está fechada e eu estou sem calcinha. Juliet mordeu o lóbulo da minha orelha. Essa minha mulher tem ficado tão ousada e insaciável e, no fundo, eu estou adorando isso.
A segurei pela cintura, a levantei sem aviso e ela riu. A coloquei sobre minha mesa, ficando entre suas pernas.
— Então se prepare, amor, para dar e receber um “bom dia” de qualidade.
Minhas mãos subiram pelas coxas dela, sentindo a pele macia e quente sob o tecido fino da camisola. Juliet arqueou o corpo, os olhos brilhando com aquela mistura de desafio e rendição que me deixava louco.
Ela sabia exatamente o que fazia comigo e eu adorava quando ela provocava o Dom que vivia em mim, mesmo fora de uma cena formal. Aqui, no escritório, com o risco de alguém bater na porta a qualquer momento, isso só tornava tudo mais intenso.
— Senhor... — ela murmurou, as unhas arranhando levemente minha nuca enquanto eu a puxava mais para a beirada da mesa, abrindo suas pernas com firmeza.
— Silêncio, amor. — ordenei baixo, minha voz rouca de desejo. — Você começou isso. Agora aguente as consequências.
Segurei seu queixo com uma mão, forçando-a a me olhar nos olhos enquanto a outra deslizava para baixo, confirmando o que ela havia sussurrado: nada por baixo da camisola. Seus lábios se entreabriram em um gemido abafado quando meus dedos a encontraram já úmida, pronta para mim. Ela era perfeita assim, ousada, molhada, implorando sem palavras.
— Você anda tão safada e ousada, querida…
— É você quem faz isso comigo… senhor… — ela respondeu já ofegante de desejo. Rosnei contra sua boca, beijando-a com fome, minha língua invadindo a dela em um ritmo dominante que a fazia se contorcer.
— Me diz, amor, é isso que você quer? Que eu te possua aqui e agora?

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