Capítulo 117 — Sangue do seu sangue
Dominic Costello
— Agora relaxa, querida, que vou te dar o melhor banho da sua vida… — sussurrei novamente, minha voz baixa e rouca, carregada de promessa.
Taylor estremeceu entre minhas pernas, o corpo dela se moldando ao meu como se fôssemos feitos um para o outro. A água quente da banheira nos envolvia, os sais criando uma espuma leve que dançava na superfície, mas nada comparado ao calor que emanava dela.
Comecei devagar, derramando o sabonete líquido na bucha macia, criando uma espuma cremosa que cheirava a lavanda e algo mais selvagem, como desejo puro. Minhas mãos grandes deslizaram pelos ombros dela, massageando com firmeza, sentindo os músculos tensos se renderem ao meu toque. Ela soltou um suspiro baixo, inclinando a cabeça para trás, expondo o pescoço longo e delicado. Beijei ali, logo abaixo da orelha, minha língua traçando uma linha lenta até a clavícula.
— Dominic... — ela murmurou, a voz trêmula, mas não de medo. Era excitação, pura e crua.
— Shh, amor. Deixa eu cuidar de você. — Minhas mãos desceram pelos braços dela, ensaboando cada centímetro de pele, os dedos roçando as laterais dos seios por acidente... ou não.
Ela arqueou levemente as costas, pressionando mais contra meu peito, e eu senti o coração dela acelerado contra o meu. Meu membro, já duro como pedra, roçava as costas dela sob a água, mas eu me controlei. Isso era sobre ela. Sobre fazê-la se sentir a mulher mais desejada do mundo.
Desci a bucha pelo torso dela, circulando os seios com movimentos lentos, provocantes. Os mamilos endureceram instantaneamente sob o toque, e eu os circundei com a espuma, sem pressa, observando o rubor subir pelo pescoço dela até as bochechas.
Taylor mordeu o lábio inferior, os olhos semicerrados, e um gemido escapou quando eu finalmente os toquei diretamente, o polegar e o indicador apertando suavemente, rodando, puxando o suficiente para levá-la à loucura.
— Você é perfeita, Taylor. Olha para você... se entregando para mim assim. — Minha voz era um ronronar contra sua orelha, e eu a vi tremer. Uma mão continuou nos seios, alternando entre eles, enquanto a outra desceu pela barriga plana, a levei com cuidado até suas costas, traçando os contornos das cicatrizes com reverência, não como defeitos, mas como marcas de uma guerreira. Ela era minha guerreira.
Minhas mãos voltaram à sua barriga, a bucha caiu na água, esquecida. Meus dedos agora deslizavam mais para baixo, entre as coxas dela, que se abriram instintivamente.
— Está tudo bem amor? — perguntei, se algo a estivesse incomodando, eu pararia no mesmo instante. Ela não me respondeu com palavras, levou sua mão à minha e me guiou até seu centro, quente e escorregadio, não só pela água, mas pelo desejo que eu havia acendido nela.
— Porra, amor… você está tão molhada. — falei, o desejo gotejando em cada sílaba.
— Depois eu que sou a boca suja. — ela respondeu rindo, levando minha mão até ela novamente em incentivo. Circulei o clitóris com o polegar, devagar no início, sentindo-o pulsar sob meu toque. Taylor ofegou, as mãos agora agarrando as bordas da banheira, os quadris se movendo contra minha mão.
— Isso, amor. Sente isso. Sente o quanto eu te quero. — Aumentei o ritmo, dois dedos agora deslizando para dentro dela, cuidadosos, sem forçar, ela me disse que o cara que a violentou a pegou por trás, o que significava que ela era virgem, e eu nunca a machucaria.
A toquei devagar, curvando os dedos para acertar aquele ponto que a fazia arquear como um arco. Minha outra mão apertava o seio, o polegar brincando com o mamilo, e eu mordiscava o lóbulo da orelha dela, sussurrando coisas sujas que a faziam corar ainda mais.
— Você é tão apertada, Taylor. Imagina como vai ser quando eu te tiver de verdade... mas por agora, goza para mim. Goza na minha mão, querida.
Ela estava à beira, o corpo tenso como uma corda prestes a romper. Acelerei meus toques, o polegar pressionando o clitóris em círculos firmes, os dedos dentro dela se movendo em um ritmo perfeito. Taylor gritou meu nome, o orgasmo a atingindo como uma onda, as paredes internas se contraindo ao redor dos meus dedos, o corpo convulsionando na água. Eu a segurei firme, beijando seu pescoço, prolongando o prazer até que ela desabasse contra mim, ofegante e mole.
— Meu Deus, Dominic... — sussurrou, virando o rosto para me beijar, os lábios trêmulos.
Eu sorri contra a boca dela, orgulhoso, mas ainda latejando de necessidade.
— Isso foi só o começo, amor. Em breve vou te dar muito mais. — eu disse com a boca ainda na dela. Pensando que agora tomaríamos banho.
Mas Taylor, minha garota ousada, tinha outros planos. Seus olhos brilhavam com malícia quando ela se virou na banheira, a água espirrando levemente. Antes que eu pudesse reagir, ela estava de joelhos entre minhas pernas, as mãos pequenas subindo pelas minhas coxas musculosas. Eu a encarei, surpreso, ela me pegou desprevenido, e isso era raro.
— Minha vez, grandão. — disse com um sorrisinho travesso, mordendo o lábio. Suas mãos envolveram meu membro, duro e pulsante, e eu soltei um grunhido baixo. Ela o bombeou devagar no início, explorando, os olhos fixos nos meus, como se quisesse gravar cada reação. A espuma ainda cobria partes do meu corpo, mas nada escondia o quanto eu a desejava.
— Taylor... porra, isso é... — Minhas palavras morreram quando ela acelerou, a mão firme e confiante, o polegar roçando a cabeça sensível a cada subida. A outra mão desceu para as bolas, massageando com gentileza, e eu joguei a cabeça para trás, os músculos das coxas tensos. Ela se inclinou, beijando meu peito, traçando os contornos do meu abdômen com a língua, enquanto a mão não parava.
— Você me deu o seu melhor... agora eu te dou o meu. Goza para mim, Dominic. Quero ver você se desfazer.
Eu estava perdido. O ritmo dela era perfeito, rápido, apertado, provocante. Senti o orgasmo se aproximando como um trem desgovernado, e quando ela apertou a base e bombeou com força, eu explodi. Gozei na banheira, jatos quentes se misturando à água, o corpo tremendo enquanto ela me ordenhava até a última gota, os olhos dela nunca deixando os meus.
— Caralho, Taylor... — murmurei, puxando-a para um beijo feroz, as mãos no cabelo dela. Ficamos assim por um momento, ofegantes, rindo baixinho entre beijos.
— Acho que precisamos de um banho de verdade agora. — ela disse, corando, mas com um brilho satisfeito nos olhos.
Levantei-a no colo, saindo da banheira com ela nos braços, a água escorrendo pelos nossos corpos. Caminhei até o chuveiro, ligando a água morna, e a coloquei no chão com cuidado. Sob o jato, ensaboei nós dois de novo, dessa vez sem malícia, só carinho. Minhas mãos nos cabelos dela, as dela nos meus ombros. Beijos lentos, promessas silenciosas.
Isso era só o começo. E eu mal podia esperar pelo resto. Quando o banho acabou, saímos juntos, nosso momento havia sido delicioso, mas eu precisava trabalhar. Seguimos para o closet, e claro que ela me provocou sobre dividirmos o mesmo quarto. Mas ela que se acostume, porque não tenho intenção nenhuma de dormir em cama separada.
— Preciso ir para o escritório, vou tentar voltar ainda hoje, mas não garanto.
— Tudo bem… — ela me respondeu, notei mais uma vez que havia algo errado.
— Querida, qual o problema? — perguntei a puxando para mim.
— Quantas vezes vou ter que dizer que não é nada? — me respondeu bufando.
— Até me convencer que realmente não é.
Taylor suspirou em derrota.

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