Capítulo 116 — Melhor da sua vida
Dominic Costello
Como o médico disse, pela manhã Taylor teve alta. Infelizmente não consegui me afastar do serviço e precisava ir para o escritório, principalmente agora que conseguimos mais algumas informações de South Bronx depois do resgate de ontem.
Ela estava ao meu lado no carro, calada mais do que o normal, eu sentia que estava apreensiva. O táxi parou em frente ao prédio do Noah, acabei cedendo à ideia de vir pra cá depois de falar com os caras. E dessa forma minha mulher não ficaria sozinha, todas as meninas estão por aqui.
Entramos e seguimos para o privativo, descemos no andar do apartamento que chamaremos de casa por um tempo. Taylor seguiu direto para o sofá, colocou as pernas sobre ele puxando os joelhos para o peito. Fui até ela e me sentei ao seu lado.
— Qual o problema? — perguntei, passando a mão por seus cabelos.
— Nada, acho que ainda estou sob o efeito da medicação. — A desculpa dela fazia sentido, mas eu sabia que não era isso.
— Pedi para a Diva passar no meu apartamento e trazer nossas coisas para cá. — Avisei ela, me levantei e a peguei no colo.
— Dominic, o que está fazendo? Eu posso andar! — ela me repreendeu.
— Amor, porque sempre tem que rebater tudo que eu faço? — eu disse, caminhando com ela em direção ao quarto.
— Porque você me trata como criança, sei que você é o idoso dessa relação, mas não precisa mostrar isso a todo momento.
Olhei para ela irritado.
— Eu vou te mostrar quem é o idoso. — falei, dando uma mordida em seu pescoço e ela riu.
— Oh Deus, o senhor me deu um namorado fragmentado, agora ele virou cachorro. — ela disse rindo e acabei rindo junto.
Assim que entramos no quarto a deitei na cama e fiquei sobre ela.
— Já que sou o fragmentado, vai precisar se adaptar com todas as minhas faces. — falei, passando meu nariz por seu rosto, e quando cheguei até seus lábios a beijei.
Taylor respondeu com a mesma paixão, nossas línguas dançando no mesmo compasso, jamais me cansaria disso, de sua boca, de seu gosto, dela… Quando encerramos o beijo, passei a mão em seu rosto.
— Fala comigo… — pedi, dando um beijo na ponta do seu nariz.
— Só tô sentindo moleza pela medicação, juro. — sabia que estava mentindo, mas não insisti.
— Então vou encher a banheira, tomamos um banho, relaxamos depois eu sigo para o escritório.
— Juntos? — ela perguntou e vi seu rosto corar.
— Sim, mas se não quiser, tudo bem. — falei, me levantando, mas ela me puxou de volta.
— Eu quero… — falou em um sussurro, mordendo os lábios e o simples gesto me acendeu.
— Vou preparar a banheira, e você pega as toalhas.
Taylor assentiu, levantamos juntos e eu fui direto para o banheiro. Liguei a torneira, cacei alguns sais e sabonetes pelos armários e assim que tudo estava pronto e me virei para a porta, ali estava ela. Cabelos soltos, os hematomas no rosto não afetavam em nada sua beleza, Taylor é a mulher mais linda que já conheci.
A toalha cobria só uma parte do seu corpo, suas pernas torneadas estavam à mostra, lindas… mas cheias de marcas, a lembrança viva do que ela passou na noite passada.
— Vem, já preparei. — eu disse, estendendo a mão pra ela.
Ela hesitou por um instante, mas depois colocou a mão na minha. A puxei para mim e a dei um beijo rápido, no processo ela esqueceu e soltou a mão da toalha a fazendo cair.
— Merda! — ela xingou tentando se cobrir mas não deixei.

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