Capítulo 112 — Adiar o banho
Samantha Jones
A noite acabou, depois do medo, ela finalmente chegou ao fim. Chegamos no prédio e fomos direto para o apartamento do Atlas, entramos e Athena nos recebeu junto com a Georgina.
— Ah, meus queridos, como estão? — A senhora nos perguntou.
— Estamos bem, Georgina, só precisamos de uma boa noite de sono. — Atlas respondeu.
— Oliver disse que eles vão passar um tempo por aqui, em um dos apartamentos do Noah. — Athena disse.
— Sim, Reed e a Jen também. Espero que Dominic e Taylor aceitem vir depois que ela sair do hospital. — informou Atlas.
— Chris nos disse que ela ficou bem machucada.
— Ficou sim, garota, mas o médico disse que ela estava fora de perigo. — Atlas disse à irmã, dando nela um beijo na testa. — Agora vá descansar que amanhã temos rotina.
— Sim, sargento. — Athena respondeu, revirando os olhos.
Nos despedimos, cada uma delas seguiu para seu quarto e Atlas e eu fomos para o dele. Assim que entramos, eu me sentei na cama e me perdi dentro da minha própria mente. Pensando em como a noite começou, na “possível” gravidez da Ju, no sequestro, no meu irmão… Estava tão perdida que nem tinha ouvido Atlas me chamar.
— Hum?! — falei.
— Querida, te chamei três vezes. O que houve?
— Nada, só estou cansada da noite. — respondi.
— Aceita, um banho de banheira bem relaxante, com uma massagem deliciosa… — Atlas disse, se aproximando e sentando ao meu lado.
— Somente uma louca recusaria um convite desses. — coloquei a mão no rosto dele. — Tenho traços, mas ainda não fui diagnosticada. — falei, tentando suavizar o clima que ainda estava denso e pesado.
— Quer conversar?
— Sobre o quê? — perguntei confusa.
— Sobre tudo. A noite, o que aconteceu enquanto estava nas mãos dos malditos. — Atlas tirou meu cabelo do rosto e colocou atrás da minha orelha. — O que você sentiu ao ver José hoje…
Respirei fundo, eu queria falar muita coisa. A verdade é que tinha muita coisa passando pela minha cabeça, mas estava exausta demais para isso.
— Podemos deixar essa conversa para depois?
— Claro, amor, só não se fecha, ok? Lembra sempre que eu tô aqui, e que eu te amo muito.
Levei meus lábios até os dele, e o beijei. Foi rápido, mas intenso como sempre. Atlas levantou e foi até o banheiro preparar nosso banho. Deitei na cama por um instante, minha cólica havia voltado, ainda não estava naqueles dias, mas a dor me lembrava que em breve estaria.
— Amor, vou até o quarto da Athena buscar um dos sais dela.
— Não se preocupe com isso… — comecei, Atlas caminhou até a cama e deitou sobre mim, me fazendo rir.
— Me preocupo, Celeste disse que você estava com dor e os sais vão ajudar. — ele me disse, fazendo carinho em meu rosto com o polegar.
— Só não queria atrapalhar Athena, ou parecer uma folgada, usando suas coisas.
— Minha irmã jamais pensaria algo assim de você, e no caso o folgado seria eu quem tive a ideia. — ele deu um beijo em meu pescoço. — Vou lá e já venho. — Me deu mais um beijo rápido e levantou.
No instante que a porta se fechou e Atlas saiu, meu telefone tocou. Era uma mensagem de um número desconhecido.
“Pode falar?”
Franzi a testa para a pergunta, quem me mandaria mensagem a uma hora dessas? E de um número desconhecido? Fiquei olhando para o celular sem responder até que um nome passou pela minha cabeça.
“José?!”
Mandei perguntando.
“Sim… Sammy, posso te ligar?”

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