Capítulo 111 — Seremos mais um
Juliet Pierce
— Ju?! — Noah me chamou mais uma vez, olhei para ele, mas nada saiu.
Ele pegou o chuveirinho, se aproximou com cuidado, passou a bucha por meu corpo, me enxaguou. Fez o mesmo com ele rapidamente, pegou as toalhas, me envolveu em uma e ele na outra.
Saí do banheiro ainda envolta na toalha, com os pensamentos a mil e o corpo trêmulo, não só pelo banho ou pelo que havíamos feito... mas por tudo que o George mesmo longe ainda consegue despertar em mim.
Noah me olhou com preocupação assim que notou meu afastamento. E mesmo que não dissesse uma palavra, seus olhos falavam tanto… Dizia que me entendia. Que não estava bravo. Que me amava.
— Me desculpa — murmurei com a voz embargada. — Às vezes, é como se meu corpo e minha cabeça não conversassem, Noah. Meu coração confia em você… mas tem horas que a memória me sabota.
Ele se aproximou com calma, o olhar cheio de ternura, e passou os braços ao redor do meu corpo como se dissesse: “Eu te seguro.”
— Você não precisa se desculpar por sentir, Juliet. Nunca. Eu estou aqui… com você. Sempre. Só não deixa de falar comigo, quando algo for demais para você, me avisa e eu não faço mais.
— Não teve nada demais, amor, foi só memória, o que disse sobre “me empurrar e me pegar”, era o tipo de coisa que George dizia e fazia, mas no caso dele a força, sem amor, sem permissão.
— Eu sinto muito por isso, amor. — Noah disse dando um beijo em meu pescoço. — Nunca mais falo algo do tipo. — ele disse me abraçando forte e beijando o topo da minha cabeça.
Enterrei o rosto em seu peito nu e deixei que aquele abraço me curasse mais uma vez.
Ficamos assim por alguns minutos, em silêncio, até que a tensão foi se dissolvendo.
— Você acha mesmo que está… grávida? — ele perguntou com cuidado, afastando um pouco o rosto para me olhar nos olhos.
— Acho. E isso me assusta… mas também me deixa feliz — confessei. — Um bebê nosso, Noah… é algo que nunca pensei que pudesse querer. Mas agora... é tudo que consigo imaginar.
O sorriso dele foi como um pôr do sol depois de uma tempestade.
— Então vamos descobrir isso juntos. Vou pedir para o Gayer mandar um dos seguranças ir até a farmácia buscar um teste. Você merece respostas, e eu quero viver cada segundo ao seu lado, seja qual for o resultado.
Assenti, emocionada. Ele me deu um beijo na testa e seguiu para fazer o que prometeu.
Enquanto ele ligava, fui até o closet, vesti uma camisola de seda clara e sentei na cama com as pernas cruzadas, tentando processar tudo. Noah encerrou a ligação, foi até o closet e voltou vestindo sua calça de moletom e uma camiseta.
Ele ajoelhou na minha frente, e tirou alguns fios do meu rosto os colocando atrás da orelha.
— Vou dar uma olhada nas crianças, e esperar o segurança com o teste. — ele me disse com carinho na voz e amor nos olhos. Coloquei a mão em seu rosto, levei meus lábios até os dele e o beijei com ternura.
— Te amo… — murmurei ainda com os lábios nos dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar