Capítulo 108 — Bela adormecida.
Dominic Costello
Se as pessoas precisassem de uma definição para a palavra “fúria”, era só dizer meu nome. Saber que levaram a Taylor me deixou no limite da ira, quase me tornando um selvagem, ainda bem que tenho bons homens, uma equipe competente e quando Atlas conseguiu as informações necessárias com o irmão da Samantha em minutos estávamos em South com equipes prontas.
Chegamos já destruindo o lugar, aquela boate e o maldito do Tropeço estavam em investigação, mas não era por isso que eu estava aqui, não hoje, era por ela, minha mulher. Três murros, duas ameaças e cheguei a uma porta e assim que entrei.
A cena me tirou da definição, e me levou para a descrição da fúria.
Dois tiros, um morto e um que não duraria por mais muito tempo. E ali no chão, estava ela, seu rosto lindo se contorcendo de dor, sangue escorrendo por ele, mas os olhos… esses ainda brilhavam pra mim. Tentei amenizar a situação e ela também, mas a realidade era outra.
— Eu sou mesmo foda… eu namoro um agente.
— Taylor! — O cara que estava preso quando entrei a chamou. Ela levantou a mão e fui para pegar, mas ela não conseguiu sustentá-la.
— DOM!! — Alguém entrou gritando e pela voz era Sammy.
— Porra… eu só queria ser a Julia Roberts. — Taylor murmurou e depois…
— Taylor… — chamei. — Querida, fala comigo… — pedi mas não tive respostas.
— Meu pai amado! — Sammy disse atrás de mim.
— Estrelinha, vamos lá. — o cara disse tentando pegá-la, mas não deixei.
— Não toca na minha mulher. — falei entre os dentes, já colocando os braços por baixo dela e a pegando no colo.
— Sua mulher? — ele perguntou em um tom irritado.
Mas eu o ignorei, minha prioridade era a Taylor.
— Dom, precisamos levá-la ao hospital. — Sammy disse com a voz embargada.
— E vamos. — comecei a sair, dei ordem para um dos meus homens levar Samantha até Wilson que estava do lado de fora esperando, e caminhei com Taylor para fora.
— Chefe Costello. — Coletti, um dos meus, me chamou. — Solicitamos uma ambulância para a moça. — Olhei e vi os paramédicos já vindo com a maca.
— Boa noite, chefe. — um deles me disse, fazendo sinal para que eu a deitasse. Mesmo com relutância eu fiz.
— Dominic… — ela sussurrou, passei a mão por seu rosto.
— Tô aqui, querida.
— O senhor vai nos acompanhar? — o paramédico perguntou.
— Sim. — respondi firme.
— Mas chefe… — Coletti começou, mas o interrompi.
— No caminho falei com o Ford, ele deve estar chegando. A investigação é dele, eu só vim buscar a minha mulher.
— Tudo bem, chefe. — ele me respondeu, e comecei a ir junto dos paramédicos para a ambulância.
— Dom! — Atlas me chamou.
— Deus, o que fizeram com ela? — ele perguntou, mas sei que não queria uma resposta.
— Pega meu carro e vai pra casa. — disse a ele. — Eu tô indo para o hospital.
— Nós vamos com você. — ele me disse.
— Não precisa, leva a Samantha, fala com o Lawson e o Gayer sobre a segurança.
— Cara, minha mulher não queria nem ficar no carro porque queria ver a Taylor, acha mesmo que vou conseguir levá-la para casa?
— Chefe, precisamos ir. — o paramédico que já tinha colocado Taylor dentro da ambulância me avisou.
— Tudo bem. — eu disse ao Atlas, no fundo ter companhia seria bom.
Ele seguiu para o meu carro e eu para a ambulância, Taylor continuava sussurrando meu nome, tirei as malditas cordas dos seus pulsos.
— Chefe, pode me responder algumas perguntas? — assenti com um aceno sem tirar os olhos dela.
— O nome dela?
— Taylor Laurent.
— Idade?
— Vinte e um.
— Sabe o tipo sanguíneo?
Sorri para a pergunta, me lembrando da nossa conversa a caminho da loja.

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