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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 106

Capítulo 106 — Não olhe para trás

Samantha Jones

Nós lutamos, mas fomos pegas.

Taylor e eu ainda tentamos escapar, mesmo com eles agarrados a nós, só que não tivemos sucesso. A viagem não demorou muito, o carro parecia voar pela avenida. Eles não se preocuparam em nos vendar, só em manter uma arma apontada na cara de cada uma.

Meus olhos sempre viajavam entre as janelas para identificar o caminho, e Taylor que parecia sempre atenta a cada movimento dos babacas. Assim que entramos em um bairro, e viramos duas ruas, ela reagiu.

— Tá de brincadeira que viemos para essa merda! — Taylor disse furiosa.

— A boa filha à casa torna. — um dos homens disse com deboche para ela, tirando o capuz.

— Adam?! — ela disse confusa e o cara só sorriu.

— Taylor, você os conhece? Onde estamos? — perguntei, mas foi o cara do capuz que me respondeu.

— Claro que ela conhece, a vadiazinha fujona é daqui.

— Vadia é sua mãe! — Taylor retrucou.

— Também é, igual foi a sua. — ele disse e ela avançou nele.

— TAYLOR! — eu gritei, mas ela continuou batendo no cara que achava graça das investidas dela.

— Qual é o problema, estrelinha, não gosta da verdade? — ele disse a segurando e a afastando, mas quando ela escapou e avançou novamente, o outro cara, que até então estava calado, a segurou pela nuca e levou o rosto dela até a janela com tudo, o batendo no vidro. O barulho ecoou pelo carro, e Taylor gemeu.

— FILHO DA PUTA!! — o tal do Adam gritou com ele, apontando a arma para a cara do idiota. — Dá próxima vez que colocar a mão nela eu te mato!

— Qual o seu problema? Snake vai adorar saber que me ameaçou.

— Tô me fudendo pra esse babaca, eu respondo ao Tropeço, não a ele.

— Neste momento você responde a mim, então pega as duas vadias e desce do carro. — o homem mandou.

— Primeiro vou avisar ao Tropeço, para saber para onde vamos levá-las. — Adam falou irritado e saiu do carro, logo em seguida o motorista e seu companheiro fizeram o mesmo, nos deixando com o babaca que bateu na Taylor.

Me virei para ela que estava calada, machucada e fulminando o homem.

— Machucou muito? — perguntei tentando tocá-la, mas elas se afastou, não por repulsa, eu sei, por reflexo.

— Tô acostumada com a dor. — respondeu seca.

— Ninguém devia se acostumar com isso. — eu disse a ela, que se virou para me encarar.

— Eu tô bem, Sammy. — Ela disse séria, mas os olhos dela eram suaves.

Alguém bateu no vidro, e o homem saiu nos deixando sozinhas.

— Mantém os olhos para frente. — Taylor começou. — Vou colocar com cuidado uma coisa em sua mão. Você não se mexe, não vira o rosto, e nem mesmo me responde agora, porque eles estão olhando para nós. — Eu queria perguntar o que era tudo aquilo que ela estava dizendo, mas segui a todas suas instruções.

Quando senti o que ela colocou em minhas mãos, eu segurei, e mantive os olhos para frente como ela disse. Taylor virou para a janela, como se quisesse somente admirar o que estava do lado de fora e então falou.

— Peguei do bolso do Adão quando fui pra cima dele.

— Vocês são amigos? — perguntei e ela riu sem humor.

— Não tenho amigos aqui, mas crescemos juntos. — ela me respondeu. — Ele ainda não sabe que peguei o celular, mas vai descobrir. Por isso vou te falar logo como vai ser.

— Como vai ser o que? — perguntei confusa.

— Eles vão abrir a porta, e provavelmente vão nos levar para a boate. Esconde o celular, muito bem escondido, quando estivermos lá dentro vou te ajudar a escapar você vai correr até o final do corredor, abrir a porta que vai dar no beco, não vai para a rua. Se esconde atrás do terceiro container de lixo.

Dessa vez ela tirou os olhos da janela e olhou pra mim.

— Não é no primeiro nem no último, conta eles, e no terceiro se esconde. Ali ninguém vai te achar, liga pro Dominic, fala que estamos em South e que você vai estar no beco.

— Ele vai saber, que beco é? — perguntei.

Taylor virou novamente para a janela, disfarçando pois os homens do lado de fora viram que conversávamos.

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