Capítulo 105 — Indo atrás dela.
Atlas Wilson
“A Sammy…”
O nome da minha mulher ficou ecoando na minha mente, eles a levaram, aqueles cretinos levaram minha Samantha. A fúria me tomou, sim, assim como tomou todos por saberem do risco que nossas mulheres corriam. Mas Dominic, ele virou uma fera.
— Me passa o endereço, Lawson, agora — ele disse.
— Dom, vamos todos juntos. — falei, e ele assentiu, respondendo.
— Eu dirijo.
Saímos o mais rápido possível, fomos todos juntos no carro do Dom. Lawson passou o endereço, e ele ligou para alguns amigos solicitando imagem das câmeras. As coisas aconteciam ao meu redor, Dominic dava ordens ao telefone, Christopher também fazia alguns contatos enquanto Noah e Declan xingavam os malditos, mas eu…
Eu só pensava nela, no nosso momento antes de irmos até o Noah. Nos carinhos dela, na sua boca, no seu corpo colado no meu… Sammy… o nome dela na minha mente veio como oração.
Eu não quero nem pensar no que sou capaz de fazer se algo acontecer com ela. Chegamos e o Dom entrou no seu modo Agente fodão do FBI, colocando o distintivo no pescoço e se aproximando dos policiais.
— Senhor Costello. — Um dos oficiais o cumprimentou.
— O que vocês já têm? — Dom perguntou em um tom firme.
— As moças estão lá dentro, uma delas passou mal e solicitamos uma ambulância.
— Quem passou mal? — Declan perguntou, interrompendo o policial.
— CHRIS!! — Penelope gritou e correu até ele, que fez o mesmo. Os dois se encontraram e se beijaram sem se importar com ninguém ao redor. E senti inveja dele, porque era isso que eu também queria... minha mulher em meus braços.
— Como você está, encrenca? — ele perguntou, a vistoriando.
— Estou bem, mas a Sammy e a Taylor… — ela o abraçou e chorou, meu peito apertou e vi Dominic fechar as mãos em punho.
— Vou entrar para ver minha mulher. — Noah anunciou e Declan o seguiu. Mas eu permaneci ao lado do Dom, porque a minha mulher não estava lá dentro, ela tinha sido levada.
— Voltamos, oficial. — Dominic disse, chamando a atenção do policial.
— Sim, senhor, duas foram levadas. Solicitamos as imagens de segurança, o responsável não está, mas sua presença já foi solicitada.
— E porque precisamos dele? — Dom perguntou.
— A câmera grava, temos acesso em tempo real, foi assim que os funcionários viram os homens e nos chamaram. Porém é preciso de acesso para conseguir visualizar minutos, ou horas anteriores.
— Agilize isso, vou entrar e ver como as garotas estão. — o oficial assentiu e nós dois começamos a caminhar, mas Dom me parou no caminho.
— Me conta tudo que eu ainda não sei. — me pediu, passei a mão no rosto e comecei.
— O tal do Snake que consta no relatório do Chris, é um agiota que o José, irmão da Sammy, devia uma boa grana. Mas eu paguei a dívida, não entendi porque ele se juntou ao Cyrus, o que ele está ganhando com isso.
— Dinheiro, e pelas fotos que ele tirou da Samantha. Talvez sua mulher também.
— Eu vou matar esse cretino… — falei, irritado.
— Nós vamos, mas primeiro temos que encontrar as meninas. Alguma ideia, pista, alguma coisa fora isso que possa me ajudar?
— Não, minhas negociações com ele foram rápidas, objetivas e por telefone. Mas tenho os dados bancários, e o Lawson o conhece, ele pode dar informações.
— E o irmão? — ele me perguntou.
— Não deixei Samantha falar com ele por esses dias, mas eu tenho seu número e endereço.
— Vamos primeiro tentar ligar, se não rolar. A gente vai até lá.
O telefone tocou.
— Coletti. — ele atendeu. — Envia pra mim, segue esse rastro. E me liga imediatamente a qualquer novidade. — Dominic disse sério.
— Novidades? — perguntei.
— Sim, um dos meus agentes conseguiu pegar os carros pelas câmeras. Eles seguiram pela Madison, mas depois os perderam.
— Pela Madison? Então não irão para o Brooklyn?
— Pelo visto não, os malditos estão levando minha Taylor de volta pro inferno que ela saiu.
Dom disse com raiva, mas também havia tristeza em sua voz. A garota realmente tinha mexido com nosso amigo.
— Sinto muito, Dom, está me doendo pela Samantha e sei que também não tá fácil pra você pela Taylor.
— Eu disse que ela não voltaria para aquele lugar, nunca mais. E foi exatamente pra lá que ela foi levada na primeira noite comigo.
— Não tínhamos ideia de que isso ia acontecer, se eu soubesse que o maldito do Cyrus estava aprontando e ia entregá-las assim, eu não teria deixado ela sair de casa. — falei frustrado.
— Senhor Costello. O gerente chegou.

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