Capítulo 102 — Mini Blake
Juliet Pierce
Depois do susto com Declan, como combinamos, buscamos as crianças mais cedo. Eu me apaixono por Noah a cada segundo que passo ao seu lado, a forma como ele tem tratado meus filhos e que agora ele só diz “nossos” me encanta de uma maneira surreal.
No caminho de volta para casa, ele me disse que convidou todos para jantar e aquilo me intrigou, sabia que ele estava me escondendo coisas, ele passou o dia atolado no escritório, mal falou comigo sobre a história do Declan, mas eu sentia que tinha coisa grande acontecendo e um furacão categoria cinco se aproximando.
Chegamos em casa e antes de qualquer coisa ele foi brincar com as crianças, carregou a Laurinha nas costas pois ele era seu cavalo branco, brincou de super-herói com Heitor e claro que meu namorado era o Superman, meu homem de aço.
O fim de tarde chegou, Cece me ajudou com o banho das crianças e depois seguiu para a cozinha ajudar Ava com o jantar. Athena, uma querida, convidou as crianças para irem jantar com ela, “assim os adultos se entendem” ela disse com malícia. Acho que na cabeça dela, esses cinco Doms farão do meu apartamento uma cena conjunta de BDSM.
— Você está maravilhosa. — Noah disse se aproximando e me abraçando por trás.
— E você delicioso com essa camiseta uns três números menores. — falei e rimos juntos.
— Realmente preciso comprar uns tamanhos maiores, é raro usar camisetas e…
— E… — eu o interrompi, me virando para ele. — Tenho um namorado viciado em academia, o que só evidencia mais esses músculos. — falei subindo as pontas dos dedos por seus braços.
— Vai dizer que não gosta? — me perguntou dando um beijo no meu pescoço.
— Amor, eu adoro. — sussurrei pra ele, jogando a cabeça para trás e dando acesso a ele para o meu colo, a blusa decotada era um convite silencioso.
— Atlas disse que desce em quinze, e os outros chegam em vinte. — ele me disse, descendo os lábios até os meus seios.
— E de quanto tempo você precisa? — perguntei com a voz carregada de desejo, as mãos se fechando nos cabelos de sua nuca.
— Cinco para te deixar no ponto, mais cinco para te levar a loucura… — ele falou, colocando a mão por dentro do cós da minha calça, o tecido fino cedendo a ele antes de mim.
— E os outros cinco? — falei o provocando.
— A gente fica de chamego até o Atlas chegar… — me respondeu com um sorriso na voz, me levantou pela cintura e caminhou comigo até a cama.
Ele me deitou com cuidado no colchão e ficou de joelhos entre minhas pernas, me olhando como se estivesse prestes a saborear o melhor prato da vida. Me senti inteira ali, exposta a ele, mas segura… desejada.
— Um… — ele disse baixinho, os olhos nos meus. E me beijou. Não um beijo simples, mas daqueles que tira o chão. Suave no começo, depois mais fundo, mais urgente, até meu corpo pedir por mais.
— Dois… — sua boca desceu para meu pescoço e ele encontrou exatamente aquele ponto que me fazia perder o fôlego e arrepiava a pele.
— Três… — ele roçou o nariz entre meus seios, afastou o tecido do sutiã com destreza e chupou devagar um dos mamilos, enquanto a mão acariciava o outro.
— Quatro… — a mão que estava entre minhas coxas subiu por dentro da calça, por dentro da calcinha, e tocou com precisão onde eu já pulsava por ele.
— Cinco. — ele sussurrou antes de mergulhar entre minhas pernas, descendo minha calça e a calcinha num movimento só, e usando a língua como se soubesse que ali era o centro do meu universo. E era.
Eu arqueei as costas, gemendo alto, agarrando ao lençol com força. A língua dele me torturava e acariciava na mesma medida. Era lento, depois rápido, depois parava e voltava com mais fome. Os dedos vieram juntos, firmes e profundos, fazendo meu corpo estremecer.
— Noah… por favor… — supliquei com a voz entrecortada.
— Implora só mais um pouquinho querida.
— Ah... por favor, senhor... — falei do jeito que ele gosta.
Ele riu contra minha pele.
— Agora vem a segunda parte… — sussurrou, e eu mal tive tempo de reagir.
Ele me penetrou devagar, sentindo cada centímetro do meu corpo se moldar ao dele, enquanto me mantinha sob seu controle. A intensidade foi crescendo como uma onda brava e deliciosa. Ele me tomava por inteira, olhando nos meus olhos, segurando meus pulsos acima da cabeça com uma das mãos, enquanto a outra apertava minha cintura para me manter ali, exatamente onde ele queria.
Cada estocada era firme, profunda, e ao mesmo tempo envolta em carinho. Seu quadril se movia com precisão, os gemidos baixos, quase guturais. Me sentia viva, acesa, desejada como nunca antes.
Quando gozei, foi como se minha alma tivesse deixado meu corpo por um segundo. Gritei seu nome sem vergonha alguma. E ele me seguiu segundos depois, gemendo rouco, colado ao meu ouvido, murmurando palavras que só o prazer sabe criar.
Caímos um sobre o outro, ofegantes. Ele me cobriu com seu corpo, sem me esmagar, e ficou ali. Um braço de cada lado do meu rosto, os dedos brincando com meus cabelos, os olhos grudados nos meus.
— Eu te amo. — ele disse. — E obrigado por me dar uma família linda, nunca vou me cansar de te agradecer.
Meu coração derreteu. Abracei seu pescoço, o puxando pra mais perto, sentindo meu peito se encher de algo que por muito tempo eu achava que não merecia: amor verdadeiro. Mas Noah Blake, o homem dos olhos verdes raros, meu homem de aço… me provou que eu mereço, não só o amor, mas ele.

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