Capítulo 103 — Alinhando as coisas
Noah Blake
Os caras chegaram e levei todos para o escritório, o jantar era a desculpa para nos reunirmos e nossas mulheres juntas, a paz que precisávamos para que nossa conversa fosse tranquila.
— Gosto de ser objetivo, então vou direto ao assunto. — comecei, os caras estavam sentados, cada um em uma cadeira, de frente pra mim e com seus copos nas mãos. — Há uma semana invadiram o apartamento da Juliet, deixaram fotos, e um bilhete. Todos aqui sabem disso. — Eles assentiram com acenos, sem me interromper. — Eu já sabia que tinha sido o George Monroe, o ex cretino dela, mas Lawson e eu desconfiávamos que ele não agia sozinho.
— Como assim? — Dom perguntou.
— Ele tem dinheiro, mas não para conseguir fazer o que tem feito e muito menos para apagar os rastros com facilidade. — falei. — e o que me intrigou também foi, porque agora? Ele podia ter vindo atrás dela e das crianças antes.
— Você tem a resposta na sua informação. — Atlas disse. — Se ele não tinha dinheiro, esperou ter, talvez juntou, fez empréstimo.
— Seu pensamento é plausível, mas não foi isso que aconteceu. Alguém o procurou, alguém de influência, de dinheiro, e com um interesse velado em atingir a mim e Reed.
— A mim? — Declan perguntou confuso.
— Exato. — Foi Lawson quem respondeu. — Noah falou com Gayer hoje de manhã, depois me ligou. Com as informações do detetive de vocês, e as que meu pessoal coletou, chegamos a esse nome.
Lawson pegou o envelope que trouxe e entregou ao Reed. E como o esperado, assim que abriu o envelope.
— Que merda é essa? — ele disse em um tom mortal.
Atlas pegou o envelope de sua mão, e depois passou ao Dom.
— É exatamente o que leu, Cyrus. — respondi.
— Isso aqui vai muito além de um ex querendo as guardas dos filhos, Noah. — Atlas me alertou.
— Eu sei, por isso preciso da ajuda de vocês. Pelo visto, ele pegou nossos pontos fracos, e vai usar isso contra nós. — Dom tirou duas fotos de dentro do envelope, e se voltou para Atlas.
— Parece que é de todos mesmo. — Atlas pegou a foto, e me olhou irritado.
— É brincadeira, né?
— Não, isso é mais sério do que gostaria de admitir. — respondi.
Declan que ainda estava digerindo a informação, e se recuperando do seu último surto. Explodiu, assim que a ficha caiu.
— EU VOU MATAR AQUELE DESGRAÇADO! — Dom que estava ao seu lado levantou para segurá-lo.
— A gente pega ele, todos eles. Mas do jeito certo. — ele disse para acalmá-lo.
— Não sei se esses caras vão ouvir o seu jeito certo, Agente Costello. — Lawson alertou.
— Mas não vamos agir só do seu, Lawson, se não, Blake não tinha me chamado. — Dom respondeu.
Reed continuava se debatendo irritado, mas logo Atlas conseguiu junto do Dom tranquilizá-lo.
— A gente precisa usar a cabeça, Reed, agir assim não vai resolver. — Dominic disse firme.
— Me solta! — ele falou, e os caras o soltaram.
— Ok, o que pretende, Blake? — Atlas me perguntou.
— Primeiro, segurança dobrada pra todos nós, principalmente para nossas mulheres. — falei.
— Samantha já está comigo, e não pretendo deixá-la ir.
— Minha pequena não sairá do meu lado a partir de hoje. — Reed disse, voltando a se sentar.
— Talvez o ideal, Reed, seria você vir pra cá. O nosso prédio é mais seguro, e podemos concentrar melhor nossa segurança. — falei.
— Concordo com o Blake. — Dom disse. — Você ainda tem os apartamentos fechados? — ele me perguntou.
— Tenho, os três estão disponíveis.
— Eu e a Jenny ficamos em um, então. — Declan disse.
— Acho que você, e o Lawson podiam vir pra cá também. — Falei para o Dom. — Pelo menos assim, sempre tem um de nós por aqui.
— Morar em uma cobertura em Manhattan? Que difícil. — Lawson disse em deboche.
— Reed e Lawson concordo, quanto a mim. Vou ver e te aviso. — Dominic me respondeu.
— Acho melhor não ver por muito tempo, Costello, olha bem as fotos. — Lawson o alertou.
E assim que ele olhou uma por uma.
— Taylor?! — ele sussurrou.
— Sim, ontem à noite um dos caras do Cyrus tirou foto dela com o Reed, o que significa que ela se tornou alvo.
— Ele não é louco de mexer com a minha mulher. — Dominic disse furioso.
— Não duvide de um homem falido. — Lawson rebateu. — Ele pegou todas as pontas possíveis, as juntou e agora vai vir com tudo.

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