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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 10

Juliet Pierce

Cheguei em casa e tudo o que eu quis foi um banho e cama. Quando acordei, Atlas tinha mandado uma mensagem dizendo que o problema não havia sido resolvido.

Então não voltaríamos lá hoje, o que, para ser sincera, foi um alívio. Não porque não quisesse ver o Noah, porque isso era o que eu mais queria. Mas sim pelo fato de não saber o que fazer quando nos encontrássemos.

O domingo passou como um borrão. Aproveitei as crianças. Almoçamos em família: eu, meus bebês, Celeste, Samy e Oliver, que apareceu de repente e eu insisti para que ficasse.

Fui dormir cedo, afinal, eu tinha uma entrevista na segunda em uma empresa importante. Estava na hora de fazer valer o meu diploma.

Acordei bem cedo, não queria me atrasar. Saí do metrô e segui em direção ao endereço que me enviaram por e-mail. Ao chegar, o prédio se erguia imponente, todo espelhado, refletindo o céu de Manhattan.

Escolhi uma saia preta lápis, uma blusa azul-celeste com um blazer preto e saltos discretos, a roupa perfeita para a ocasião. Mesmo agora trabalhando no clube, o que vai me render uma boa grana no mês. Ainda preciso de um emprego.

"Vai dar certo, tem que dar!".

Repeti essa frase na minha cabeça como se fosse um mantra.

Endireitei os ombros enquanto caminhava com confiança até a recepção.

— Bom dia — cumprimentei a recepcionista com educação.

— Bom dia, como posso ajudá-la? — respondeu ela, com um sorriso.

— Meu nome é Juliet Pierce. Tenho uma entrevista agendada para as dez.

— Senhorita Pierce, tentei ligar mais cedo, mas não consegui contato — disse ela, hesitando. Olhei para a moça, confusa. — A vaga para a qual a senhorita se candidatou foi preenchida na sexta-feira.

— Mas me informaram que as entrevistas seriam hoje — retruquei, sentindo um nó no estômago.

— Sim, mas houve um contratempo, e a contratação precisou ser antecipada.

Tentei esboçar um sorriso, embora por dentro me sentisse destruída. Precisava desse emprego para complementar a renda dos free. Não podia correr o risco de ter que ir para outro lugar, o Brooklyn ainda era o lugar ideal para ficar, a mais de mil quilômetros de Charleston. Longe de George.

— Que pena, eu realmente contava com essa oportunidade. Mas agradeço... — li o nome no crachá dela — Jenny. — Forcei um último sorriso e me virei para a saída.

Peguei o celular e mandei uma mensagem para Samy. Enquanto digitava, ouvi Jenny falar ao telefone sobre uma vaga de assistente. Ela percebeu que eu estava ouvindo e, ao encerrar a ligação, me aproximei.

— Senhorita Pierce, ainda posso ajudá-la com algo?

— Talvez… Ouvi você mencionar uma vaga de assistente? — perguntei, sentindo-me um pouco envergonhada por ter escutado. Mas eu precisava de um emprego e estava disposta a fazer o que fosse preciso.

— Sim, você está certa. Temos uma vaga aberta para assistente do CEO. Mas o senhor Blake não costuma contratar mulheres.

Blake?! O nome ressoou na minha mente. Não… não poderia ser ele. Blake é um sobrenome comum.

— Entendo… — murmurei, enquanto o telefone dela tocava. Ela fez um sinal para que eu esperasse e, após encerrar a chamada, virou-se para mim com um sorriso malicioso.

— Parece que é seu dia de sorte. Tínhamos quatro candidatos para essa entrevista, mas todos cancelaram. O RH acabou de me informar.

— E onde está minha sorte? Você disse que ele não costuma contratar mulheres.

— Bem, ele não costuma. Mas pode acontecer… — Meu sorriso se alargou. Precisava apenas convencer o tal CEO de que seria uma excelente assistente.

— Vou falar com o nosso diretor. Se ele aprovar, te encaixo na entrevista.

— Isso não vai te causar problemas? — perguntei, preocupada. Jenny negou com a cabeça.

— O senhor Blake precisa de alguém com urgência.

— Muito obrigada, Jenny. De verdade.

— Agradeça depois que o diretor autorizar. — Eu assenti e ela ligou para o homem, que não se opôs à minha participação. Ele instruiu Jenny a me enviar para cima e aguardar o senhor Blake.

Jenny pediu meus documentos, me entregou uma ficha para preencher rapidamente e me deu um crachá de visitante.

— Siga até o elevador. O escritório dele fica ao final do corredor, à direita. A entrevista será no último andar. Ao apertar o botão, o sistema pedirá um código. — Ela me entregou um papel com quatro números. — Este é temporário. Se conseguir a vaga, receberá um definitivo. — Sorriu para mim.

— Jenny, muito, muito obrigada.

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