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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 250

"César"

Eu vi Camila sair pela porta, sentindo dentro do peito um aperto. Era a dor da perda.

Eu a tinha perdido para sempre, agora tinha certeza disso. Tudo o que tinha feito até o momento era um conjunto de más decisões, que tinham colocado em xeque a única coisa que importava no fim. Não podia ir atrás de Camila; não faria isso com ela. No fim, ela não merecia alguém como eu em sua vida, não depois de tudo.

— César? — Fabrício estava parado na porta. Eu ainda estava estático no meio da sala.

— Desculpa, estava pensando em outra coisa. Aconteceu alguma coisa?

— Pode não ser nada de mais, um dos seguranças viu uma movimentação estranha perto daqui. Uma mulher que saiu daqui entrou em um carro; o veículo já estava marcado pelos seguranças. Eles queriam apenas avisar... Talvez as câmeras de segurança tenham registrado algo.

— Vou dar uma olhada, obrigado.

— Tudo bem? Eu vi que a Camila saiu daqui e parecia bem chateada.

— As coisas se complicaram — Era tudo que eu tinha para falar.

— Se me permite um conselho grátis… a Camila é uma mulher incrível. E, pelo pouco que vi entre vocês, isso não é o tipo de coisa que acaba tão fácil. Não deixa ela escapar.

— Acho que pode ser tarde demais.

— Nem sempre. Se você não lutou o suficiente, ainda não está perdido.

Não soube o que responder. Eu não tinha lutado o suficiente… aliás, nem tinha lutado. Tinha deixado cada oportunidade se esvair.

Fabrício saiu, deixando-me sozinho.

Voltei para a minha mesa e acessei as câmeras de segurança da rua. Eu tinha uma de longo alcance para monitorar o entorno da Lush. Não foi difícil encontrá-la — e eu a reconheci na hora. Observei Júlia conversando com alguém e, no fim, entrando no carro.

Assisti à cena duas vezes. Três. Não era uma carona comum. Júlia, aparentemente, conhecia quem estava ali. Entrou por livre e espontânea vontade.

Mais uma prova entre tantas.

Júlia tinha me enganado mais uma vez. E eu, cego, tinha caído.

Abri uma pasta no computador e olhei novamente as fotos que o investigador havia enviado. Nas primeiras, Viktor aparecia em festas e baladas. Mas havia mais registros que ele tinha encontrado. Em uma delas, de cerca de cinco anos antes, Júlia estava ao lado de Viktor.

E não apenas ela, caio também. Os três estavam em uma festa que parecia de gala. Júlia, elegante, abraçada a Caio, parecendo um casal apaixonado. Todos ali exalavam dinheiro. Caio sorria, bem vestido, como se pertencesse àquele mundo.

Perguntei ao investigador se ele conseguiria descobrir que lugar era aquele. Eu tinha comprado a história de Júlia, na verdade visto com os meus próprios olhos, e assim deduzido que era tudo verdade, um casal que torrou todo o dinheiro, fazia sentido.

Mas agora sabia que não fazia sentido. Estava na hora de conhecer qual caminho que os dois tinham tomado na vida.

Mas, depois de uma varredura completa, não encontrei nada, mas dentro do armário da cozinha, a garrafa de vinho e as taças, ainda estavam lá. Eu nunca tinha entendido por que guardei aquilo. A noite em que fiquei com Júlia… era um borrão.

Forcei a memória, fechei os olhos.

Nada.

Só flashes. O vinho, duas garrafas. A outra… sumida. Peguei o que restava. Mandaria examinar, tinha certeza agora de que tinha sido drogado. Tudo começava a se encaixar, de uma forma sinistra, pertubadora.

Eu sabia quem era a Júlia de mais de dez anos atrás… mas quem era essa Júlia de agora? Com o que ela estava envolvida?

Olhei o celular mais uma vez. Naquela noite… havia uma transação, a primeira de todas. Júlia tinha me roubado enquanto eu dormia.

Passei a mão na cabeça, furioso, a cabeça doendo. Eu tinha perdido Camila por ser um idiota, burro e mal resolvido. Claro que merecia o desprezo dela.

Mas eu ia resolver aquilo. Descobrir o que Júlia pretendia, tudo o que ela tinha feito.

Eu não tinha lutado por Camila, tinha falhado e me arrependeria pelo resto da vida. Mas, quando tudo isso acabasse…

Eu lutaria. E só iria embora quando ela olhasse nos meus olhos e me mandasse embora de vez.

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