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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 251

"Júlia"

Entrei no carro de Romeo com o pressentimento de que as coisas tomariam um rumo irreversível.

Me arrependi imediatamente de ter aceitado o dinheiro naquele dia. Olhei para ele, sentado ao meu lado, calmo, e me perguntei como ele sabia da gravidez. Não fazia sentido. Como ele sabia que eu estava na Lush? Nada fazia sentido… a não ser que ele estivesse me seguindo.

— Pode ficar calma, vamos apenas conversar. Não aqui, claro — ele falou, colocando a mão na minha coxa e acariciando.

Eu queria me afastar, abrir a porta do carro e sair correndo, mas não saí do lugar. Romeo sabia que eu estava grávida, como?

O caminho até o apartamento dele foi em silêncio, mas a mão dele permaneceu ali, na minha perna. Quando o carro parou, saí quase correndo, enquanto Romeo vinha atrás, com calma.

No apartamento, Romeo foi até a geladeira e pegou uma água.

— Servida? — perguntou, como se não fosse nada demais.

— Para de enrolação e fala logo o que você quer.

— Bem, vamos começar pelo que interessa. Você está grávida? E sem mentiras… tenho meios para descobrir a verdade.

Eu poderia mentir, ou dizer que estava grávida de César, mas percebi que era inútil. Ele saberia.

— Sim, eu estou grávida.

— Isso merece um brinde.

Ele saiu da cozinha e foi até a sala, onde abriu uma adega e pegou uma garrafa de champanhe cara.

— Ao meu primeiro herdeiro.

Senti o coração disparar. Herdeiro? Não… Romeo quer assumir o filho?

— Não está feliz, docinho? — ele perguntou, vendo minha expressão.

— Não estou entendendo… o que você quer comigo?

— Você está grávida do meu filho. O que mais eu poderia querer? Assumir a responsabilidade como pai. Ou você acha que vou deixar você criar o meu filho com o César Salvatore?

Encarei Romeo, sem palavras. Não era para isso acontecer… não agora que Camila havia saído do caminho. Ele não podia estragar tudo.

— Mas eu sou só uma… mulher que você pagou. Você não quer nada comigo.

— Querida, eu sei que você não é uma puta. Eu sei tudo sobre você — ele disse, levando a taça aos lábios.

Lembrei do momento que ele me abordou, ele já sabia quem eu era, o que estava fazendo ali.

—Você fez de propósito. Queria que eu engravidasse — Era uma ideia meio louca, mas a única que fazia sentido.

— Está na hora de ter um herdeiro — Ele disse tomando mais um gole na taça de champanhe.

— Quem é você? O que você quer? — perguntei novamente assustada, quem era o homem na minha frente.

— Vamos colocar as coisas a limpo. Meu nome realmente é Romeo Bianchi. Durante muitos anos morei fora, tive vários negócios e, recentemente, voltei ao país para novos projetos. Além disso… para ver de perto uma certa mulher que, de alguma forma, conseguiu escapar por entre os dedos de muita gente. Eu sei dos golpes que você aplicava com aquele marido inconsequente que você tinha, mas não eram apenas golpes não é?

Ele sorriu de lado.

— Você é uma mulher inteligente, Júlia. Muito inteligente. Mesmo no fundo do poço, deu um jeito de enganar aquele pobre coitado do César. E, pelo que averiguei, você já o tinha traído antes.

Romeo não estava brincando. Sabia tudo sobre mim. Cada detalhe.

Respirei fundo, tentando me acalmar. Ainda não sabia exatamente o que ele queria, mas duvidava que me fizesse mal… não carregando o filho dele.

— E não podemos esquecer dos trabalhos que você fez. Executados com perfeição. Não esperava nada diferente. Claro que agora Viktor não vai mais te procurar.

— Viktor? Você conhece o Viktor?

— Claro — ele riu. — Ele trabalha para mim.

Me afastei, em choque.

— Foi você que me obrigou a fazer aquilo?

— Não finja surpresa. Eu já te disse, conheço você. Sabia tudo sobre os seus golpes com o Caio. Sabia que você era a cabeça da operação: racional, sedutora… uma manipuladora nata.

Ninguém deveria saber quem era o pai de Adam. Eu tivera um caso com Domenico, um homem trinta anos mais velho. Durou apenas seis meses. Quando ele morreu, de forma repentina, sem nem saber da gravidez, fui obrigada a fugir com Caio. Se a família dele descobrisse… eu estaria morta.

Me senti encurralada. Romeo não me deixaria fugir. Não agora… não grávida do filho dele.

Olhei para as joias. Não sabia dizer se eram verdadeiras, mas ele já havia me dado dinheiro. Se tudo fosse real… dinheiro não seria problema.

Mas eu teria que vender minha alma, seria propriedade de Romeo e meu filho também.

Fitei o anel de noivado. Era o maior diamante que eu já tinha visto. Pensei em César, na vida "decente" e medíocre que ele me ofereceria por culpa. Pensei na minha mãe e no cheiro de mofo daquela casa. Romeo estava certo. Eu sempre estive à venda, apenas esperava o comprador com o lance mais alto e achava que seria César. E ele não estava comprando meu corpo; estava comprando minha alma para ser sua rainha no mundo dele.

E até agora só havia me arrastado na lama, esperando César se decidir.

— Não tenho escolha, não é?

Era uma pergunta inútil. Eu conhecia homens como Romeo.

— Claro que tem. Sempre tem uma escolha. E qual é a sua?

Fechei os olhos por um segundo.

— Sim. Eu me caso com você.

— Não precisa fazer essa cara de quem está sendo obrigada.

Ele pegou o colar, colocou em meu pescoço e beijou minha nuca, me puxando contra ele. Suas mãos deslizaram pelo meu corpo, abrindo o zíper do vestido.

Não podia negar a atração. Não era um sacrifício ter o Romeo como amante Eu podia ser dele por inteiro. Não por medo, mas porque ali, nos braços de um monstro que me conhecia de verdade, eu finalmente não precisava fingir.

Ele percebeu quando cedi e me beijou com intensidade.

— Chega desse papel sem graça… eu quero você como na Paradise. A verdadeira Julia.

Me entreguei. Não por medo, mas porque ali, nos braços de um monstro que me conhecia de verdade, eu finalmente não precisava fingir.

E, talvez… não fosse tão ruim para mim.

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