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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 94

Ela entrou no quarto segurando uma cesta de frutas, com a postura de quem visita um paciente qualquer, e não na condição de esposa acompanhando o marido.

Os olhos de Kylen escureceram alguns tons.

— Alícia, como estão seus ferimentos? Fui ao seu quarto, mas Narciso me impediu de vê-la. Mas, sabendo que ele passou a noite inteira ao seu lado, fiquei mais tranquila.

Yolanda, que estava mais próxima de Alícia, sentada à mesa de refeições perto da porta, disse com voz suave:

— Já tomou café? Se não, posso pedir para trazerem uma porção para você.

Alícia a ignorou e acenou com a cabeça para Julian.

— Tenho algo a dizer a ele. Julian, vocês podem sair, por favor.

— O que não pode ser dito na nossa frente? — Yolanda não se importou com o desprezo de Alícia.

— Como é?

Alícia soltou um riso de escárnio.

— Assuntos do nosso casal, e você está em se meter?

Yolanda apertou os dedos, com um sorriso ambíguo.

— Você não estava querendo o divórcio de Kylen?

— Querendo ou não, agora eu ainda sou a Sra. Lourenço. Se eu mando vocês saírem, vocês saem. Especialmente você.

Ela ergueu os olhos e lançou um olhar frio para a cuidadora de Yolanda.

— Precisa da minha ajuda?

A cuidadora não entendeu o que aconteceu, mas ao ser encarada por Alícia, estremeceu instintivamente.

Aquele olhar... ela só tinha visto no Diretor Lourenço.

Yolanda levantou a mão levemente, sinalizando para ela.

— Saia primeiro.

Ao chegar à porta do quarto, ela gentilmente alertou Alícia:

Alícia ergueu levemente as sobrancelhas. Embora surpresa com a rapidez dele, sabia que adiar as coisas poderia trazer riscos, quanto antes assinado, mais cedo o divórcio sairia.

Ela caminhou até ele e abriu o documento na página de assinaturas. O campo da esposa já estava assinado por ela.

Kylen nem olhou para o papel. Manteve os olhos fixos nela o tempo todo e disse com a voz rouca e grave:

— Caneta.

Alícia tirou uma caneta do outro bolso e a entregou.

Só então o homem desviou o olhar do rosto dela e pegou a caneta.

Alícia observava sem piscar. Não se sabia se Kylen estava realmente fraco demais, mas ele não segurou firme, a caneta escorregou de sua mão e caiu ao lado da cama.

Alícia instintivamente se curvou para pegar.

— Kylen, nem pense em fazer truques comigo...

Mas antes que ela pudesse endireitar o corpo, a mão grande do homem agarrou sua nuca, pressionando seu rosto para baixo, e ele beijou aquela boca que não parava de reclamar.

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