Antes de cair, Yolanda ainda apertava firmemente o braço de Alícia com uma das mãos, com tanta força que as unhas pareciam querer rasgar a carne.
Nem mesmo ao ser atingida pelo tiro e cair no chão, ela soltou.
Alícia foi puxada pelo peso dela e cambaleou para trás. Suas pernas fraquejaram, incapazes de sustentá-la, e ela começou a desabar junto.
Antes que atingisse o chão, uma sombra ágil avançou em sua direção.
Seu corpo foi amparado e puxado contra um peito firme e gelado — no bosque, Kylen havia tirado sua jaqueta corta-vento para cobrir Alícia, e agora suas roupas estavam encharcadas e frias.
Kylen afastou Yolanda com um chute, e os seguranças rapidamente se aproximaram para checar, confirmando que ela já não respirava.
A mão de Kylen que segurava a arma protegeu firmemente a cabeça de Alícia, impedindo-a de olhar para trás e ver Yolanda.
— Eu preciso saber, eu preciso perguntar a ela o que realmente aconteceu.
Com os olhos vermelhos, Alícia não conseguia parar de tremer, tomada por um frio que parecia penetrar até os ossos.
O bebê...
Yolanda a havia envenenado. Por que ela estava bem, mas o bebê havia morrido?
Seria porque o bebê ainda era um feto muito frágil?
Não.
Não foi isso que Yolanda quis dizer. O que ela acabou de falar sobre o bebê estar no lugar de... no lugar de quem?
A cabeça de Alícia latejava de dor, mas por mais que tentasse, não conseguia decifrar o significado das palavras de Yolanda.
Kylen olhou para a mulher desolada em seus braços e murmurou:
— Vamos descer a montanha primeiro.
No instante seguinte, a mulher em seus braços começou a se debater loucamente para se soltar.
Com o olhar perdido e parecendo apenas uma casca vazia, Alícia murmurou:
— O que a Yolanda quis dizer? O que ela disse que aconteceu com o meu bebê?
No lugar de quem?

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