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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 93

A mão de Yolanda foi firmemente presa por Kylen. Seu corpo paralisou por um instante, o olhar suavizou-se e ela retribuiu o aperto lentamente.

— Kylen...

Kylen tivera febre alta a noite toda após os curativos. Mais tarde, sua consciência ficou turva e ele não acordava por nada.

Vinicius e Enrique se revezaram tentando baixar sua temperatura com compressas físicas, mas o efeito foi mínimo.

Lutaram até o amanhecer, quando Enrique foi descansar na suíte anexa e Vinicius foi ao banheiro trocar a bacia de água.

Só agora o corpo dele começava a suar levemente, sinal de que a febre cedia, mas ele ainda não havia despertado.

Com a outra mão, Yolanda puxou o lenço. Inclinou o corpo para frente na cadeira de rodas e, com movimentos suaves, enxugou as gotas de suor na testa dele.

O lenço mal tocou a testa de Kylen.

— Eu não aceito.

Yolanda travou.

No entanto, Kylen não acordou. Seus lábios descorados formavam uma linha reta, o rosto severo estava tenso e o suor brotava cada vez mais em sua testa, como se ele estivesse preso em um pesadelo do qual não conseguia escapar.

Não aceita...

Não aceita o quê?

Aquilo não podia continuar, precisava acordá-lo depressa.

Yolanda chamou com urgência:

— Kylen, Kylen!

A expressão de Kylen tornou-se cada vez mais sombria.

De repente, ele abriu os olhos. Suas pupilas negras fixaram-se na pessoa à sua frente com uma intensidade capaz de roubar a alma.

— Kylen... — Yolanda largou o lenço e segurou com ambas as mãos a mão dele, que estava úmida e fria de suor. — Você me assustou. Teve um pesadelo?

O pomo de adão de Kylen moveu-se. Sua visão ficou turva por um instante antes de focar.

Ele fechou os olhos brevemente, puxou a mão de entre as mãos de Yolanda e a colocou sobre a própria testa, respirando fundo.

— Você suou muito, vou te ajudar a limpar — disse Yolanda, pegando o lenço novamente.

— Como quiser.

...

Ouviram-se batidas na porta, e o guarda-costas de Kylen entrou.

— Diretor Lourenço, a senhora chegou.

Um silêncio inexplicável caiu sobre o quarto.

A "senhora" mencionada pelo guarda-costas era, sem dúvida, Alícia.

Yolanda franziu a testa, segurando uma tigela de mingau que acabara de servir. O mingau estava fervendo, a tigela queimava sua mão, mas ela parecia não sentir.

Apenas virou a cabeça em direção à cama, sondando a expressão de Kylen.

Mas antes que Kylen pudesse falar, uma figura esguia vestindo roupas de hospital entrou pela porta.

O cabelo estava preso num rabo de cavalo baixo. O rosto estava mais corado do que antes, mas ainda havia uma fragilidade entre suas sobrancelhas.

Isso conferia àquele rosto deslumbrante um charme peculiar de "beleza doente", que despertava tanto piedade quanto uma sensação de distanciamento.

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