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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 87

Tarde da noite na Cidade Linvar.

Enrique bloqueou a cadeira de rodas de Yolanda. — Kylen me deu ordens antes de sair. Ele mandou que eu ficasse de olho em você e não a deixasse ir!

— Então aconteceu mesmo algo com a Alícia? — Os dedos de Yolanda apertavam o braço da cadeira de rodas com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos, quase deformados.

Enrique nunca tinha visto Yolanda daquela maneira.

Não era a gentileza e serenidade de sempre, era uma loucura reprimida que, por um instante, lhe causou arrepios.

Ele franziu a testa, suprimindo aquela sensação estranha. O que estava pensando? Yolanda estava apenas preocupada demais.

Ele explicou: — Alícia foi sequestrada.

Yolanda ficou atônita por um momento, depois disse friamente: — Narciso não deixou guarda-costas para ela? Os guarda-costas podem salvá-la, Julian também pode. Por que ele teve que ir pessoalmente?

Quem sabia que tipo de gente havia sequestrado Alícia? E se fosse perigoso e ele perdesse a vida?

Suas palavras soaram um tanto insensíveis, ainda mais considerando que as duas já foram boas amigas.

Mas Enrique sabia que Yolanda guardava algum ressentimento pelo fato de Alícia ter se casado com Kylen.

Ele decidiu não se envolver nas desavenças entre as mulheres.

Apenas argumentou com lógica: — Mesmo que a Alícia queira o divórcio, eles ainda são casados. Além disso, Alícia cresceu perto dele, mesmo que não haja amor de casal, há um afeto fraternal. É perfeitamente razoável que ele vá salvá-la.

Ele pensou que, ao dizer isso, Yolanda compreenderia a situação. No entanto, a expressão dela não melhorou, pelo contrário, ela sinalizou para a cuidadora empurrar a cadeira de rodas.

— Eu preciso ir ver.

Enrique correu para bloqueá-la novamente. — E o que você vai fazer lá? Rastrearam a Alícia até uma montanha deserta. Sem falar que você está numa cadeira de rodas e não consegue subir a montanha, Kylen foi para resgatar alguém. Você ir até lá não vai ajudar em nada e ainda pode atrapalhá-lo. Para que ir?

— Meu olho não para de tremer, não estou tranquila. — Yolanda apertou os dedos com força.

Os galhos secos estalavam sob os pés de Kylen.

Uma voz tão fria quanto o vento e a neve chegou aos ouvidos dela:

— Não.

A consciência de Alícia já estava ficando turva, mas ela cerrou os dentes, persistindo à espera da resposta dele.

Essa resposta...

Ela curvou levemente os lábios. — ... Que bom.

Na verdade, naquele dia, o Diretor Barros a lembrou de que Hugo só morreu depois de ter saído do hospital e se exibido por aí. Se ele tivesse morrido logo após ela ter batido nele, ela não teria como limpar as suspeitas.

Ela teve um momento de dúvida — será que Kylen estava protegendo-a?

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