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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 88

Mas ela havia esquecido que, quando estava bêbada, já havia perguntado a ele.

— Você esperava que fosse eu? — Alícia sentiu vagamente algo frio e duro, provavelmente um galho seco, tocando a parte de trás de sua cabeça.

Ao balançar a cabeça, sentiu uma tontura pesada.

Esperava?

Sua cabeça estava apoiada na perna de Kylen, ela já não tinha forças para se sustentar. Sua voz, cada vez mais fraca, soltou um riso baixo, quase inaudível.

— Nunca... esperei isso.

O ar de sua respiração, a temperatura contra sua coxa... A mão de Kylen parou por um instante e, no momento em que o corpo dela amoleceu, ele amparou a cabeça dela com uma mão.

Ao tocar, sentiu um calor alarmante!

— Alícia!

A mão de Kylen tocou o ombro dela, puxando-a para si enquanto se sentava na neve.

Alícia estava quase inconsciente, recostando-se molemente contra o peito dele.

A mão dele desceu e tocou a mão dela, a palma estava gelada.

E a temperatura corporal continuava subindo!

— Alícia! — Ele segurou a nuca dela com uma mão e deu tapinhas no rosto dela com a outra.

Mas Alícia apenas emitiu um gemido de desconforto, sem qualquer outra reação.

Kylen apertou a mão dela com força, sua expressão escurecendo. Ele enfiou a mão dela diretamente sob a barra de sua roupa, pressionando-a contra seu abdômen, mas a palma dela estava fria demais, um frio cortante que a temperatura do corpo dele não conseguia dissipar.

Ele tirou o suéter de caxemira, envolveu-o firmemente ao redor do pescoço dela e apertou o casaco sobre o corpo dela.

O cheiro de sangue emanava do suéter, mas Alícia, com a consciência turva, nem percebeu.

Usando apenas uma camisa fina, Kylen baixou a cabeça e aproximou-se dela, seu nariz alto pressionando a bochecha dela, soprando ar quente em seu rosto.

— O helicóptero já está chegando. Abra os olhos, não durma!

Kylen abraçava o corpo que aos poucos ficava rígido em seus braços. Ele baixou a cabeça, alguns fios de cabelo cobrindo seus olhos. Aquele olhar negro era profundo e aterrorizante, como uma noite que nunca alcançaria o amanhecer.

— Alícia, se você não dormir, eu prometo qualquer coisa.

A voz da mulher estava tão fraca que Kylen precisou colar o ouvido nos lábios dela para escutar, e as palavras fluíram com o sangue de volta ao coração.

— ... Divórcio.

Kylen não demonstrou surpresa alguma, seus lábios finos e pálidos se moveram.

O som de hélices se aproximou.

Ecoou por entre as montanhas.

Um feixe de luz desceu da névoa espessa acima do vale, e Vinicius, ferido, desceu do céu segurando a corda de rapel.

Kylen apertou a pessoa de consciência turva em seus braços. Seus olhos negros brilhavam intensamente, e o arco que se formou em seus lábios tinha um significado profundo.

— Nem os céus permitem que eu aceite o seu pedido.

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