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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 79

Alícia olhou instintivamente para o nome na lápide.

Liana Menezes

Havia uma foto na lápide negra.

A garota tinha a pele muito clara, traços delicados e uma expressão gentil nos olhos e sobrancelhas, sorrindo para a câmera.

Alícia tinha certeza de que não conhecia a garota da foto chamada Liana.

Quem era ela, afinal?

E mais—

Alícia, com o corpo enrijecido pelo vento frio, cerrou os dentes que batiam e olhou ao redor, confusa.

Para onde quer que olhasse, além da floresta seca e das paredes íngremes da montanha, o vento uivava como se alguém estivesse chorando. Tudo o que ela conseguia ver era aquele túmulo solitário.

Ali não era um cemitério público!

Uma montanha deserta como aquela certamente ficava longe da Cidade Linvar.

O que ela sabia com certeza era que fora raptada por volta das duas da tarde. Ela estava em um lugar ermo, o céu estava cinzento e a noite logo cairia. O que aquele homem pretendia fazer trazendo-a para cá?

— Venha aqui!

De repente, o homem puxou o braço de Alícia e chutou a parte de trás do joelho dela. O corpo de Alícia, que já estava curvado, caiu de joelhos no chão com o impacto.

No clima gelado, o osso do joelho batendo no chão causou uma dor lancinante. Alícia arfou de dor.

— Quem é você afinal? O que você quer?

Trazê-la para um lugar desses definitivamente não era por dinheiro.

O homem não disse uma palavra. Ele pousou suavemente a mochila preta que carregava no chão e abriu o zíper. De dentro, tirou um bolo decorado azul-celeste de cerca de dez centímetros.

Ele colocou o bolo diante da lápide, ajoelhou-se no chão e enfiou a mão no bolso do casaco, tirando um isqueiro.

O vento na montanha era forte. Ele acendeu o isqueiro várias vezes, mas a chama era apagada instantaneamente pelo vento. O homem tentou repetidamente, no início teve paciência, mas depois, sem conseguir acender o fogo, seu rosto sombrio gradualmente revelou tristeza. Chorando, ele atirou o isqueiro longe.

O objeto caiu exatamente ao lado da perna de Alícia.

O homem soltou um riso leve e maníaco, virou-se e tirou uma corda de sisal da mochila, amarrando as mãos de Alícia.

— Você diz que estou enganado? — Ele empurrou Alícia, que agora estava com as mãos atadas.

Com as mãos presas nas costas, Alícia perdeu o equilíbrio e caiu. Enquanto o mundo girava, ela viu o homem tirar uma garrafa de bebida da mochila. Ele tomou um gole primeiro e derramou todo o resto diante da lápide.

— Foi você quem expôs o clube do Hugo, não foi?

O coração de Alícia se contraiu violentamente.

Então, essa pessoa conhecia o Hugo.

Ela não disse nada, e o homem não se importou, continuando a falar sozinho:

— A Liana ficou gravemente doente e precisava de uma grande quantia para o tratamento. Eu trabalhava com o Hugo, e no primeiro mês ele me deu cinquenta mil. Eu vi uma esperança. Faltava tão pouco para eu conseguir curar a Liana, mas foi você!

O homem quebrou a garrafa na frente de Alícia e apontou para ela, com o rosto banhado em lágrimas.

— Foi você quem se intrometeu e expôs aquele clube, fazendo com que fosse fechado! Sem o dinheiro, não havia como tratar a doença da Liana! Enquanto o Hugo estava internado, eu implorei muitas vezes, bati cabeça no chão na frente dele, imitei cachorro latindo, até finalmente deixá-lo feliz e ele prometer que me deixaria continuar trabalhando com ele quando saísse do hospital.

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