Julian franziu a testa imediatamente.
Desde que Alícia voltou ao condomínio até o momento em que Hélder descobriu seu desaparecimento, apenas Kylen havia aparecido.
— Com certeza foi o Kylen que usou outros meios para levar a Sra. Serra! — Concluiu Hélder, preparando-se para levar seus homens diretamente ao Grupo Financeiro Lourenço para exigir que Kylen a devolvesse.
— Espere, vou fazer uma ligação antes. — Julian pegou o celular, encontrou o número de Kylen e ligou.
O telefone tocou até cair na caixa postal, sem que ninguém atendesse.
Ele estendeu a mão para Hélder.
— Onde está o celular da Alícia?
— Está comigo. Por precaução, configurei a tela para não bloquear depois que desliguei a sua chamada.
Julian assentiu.
No entanto, ele não abriu a lista de contatos do celular de Alícia para procurar o número de Kylen. Em vez disso, discou rapidamente para a chamada de emergência.
Ele sabia que Alícia havia configurado dois números de emergência.
Um era Kylen.
O outro era Narciso.
...
Na grande sala de conferências do Grupo Financeiro Lourenço, uma reunião da alta cúpula estava em andamento.
Sentado na cabeceira, Kylen mantinha uma expressão gélida.
Comparado à sua seriedade habitual, hoje ele estava frio como o gelo, emanando uma pressão tão baixa que era sufocante.
Os executivos presentes estavam como se sentassem em agulhas, relatando o trabalho com o coração na boca, temendo que qualquer insatisfação de Kylen pudesse aniquilá-los.
O celular sobre a mesa acendeu.
Uma chamada estava entrando. Era Julian.
Julian...
A imagem de Alícia servindo comida para Julian no restaurante passou pela mente de Kylen. Num instante, seus lábios finos se tornaram uma linha reta e ele desviou o olhar.
Ele levantou os olhos para o diretor de marketing, que engolia em seco de medo, e disse sem emoção:
— Continue.
A tela apagou.
Mas, no segundo seguinte, acendeu novamente.
Como Kylen havia olhado para a tela, o diretor de marketing "gentilmente" fez uma pausa, o que quase lhe custou a vida diante do olhar glacial de Kylen.
Por isso, desta vez ele não ousou parar e continuou falando.
No entanto—
Justo quando o relatório do diretor de marketing chegava ao fim, o som de uma cadeira sendo arrastada no chão veio da cabeceira oposta.
— Se não quiser morrer, não se mexa!
O corpo de Alícia congelou. Ela olhou para o homem que dirigia.
Apenas pelo perfil, podia ver que era muito jovem, com idade próxima à dela.
E naquele veículo só estavam ela e esse homem.
— Quem é você?
O homem não respondeu. Alícia lutou para se levantar, mas assim que olhou pela janela, o carro parou bruscamente.
O homem desceu, abriu a porta traseira e agarrou Alícia, puxando-a para fora do carro!
— Desça!
Assim que saiu, o vento gelado atingiu seu rosto, fazendo-a tremer incontrolavelmente. Ao redor havia montanhas, picos brancos de neve e rochas íngremes, o carro não poderia ir mais longe.
O vento norte soprava pelos vales entre as montanhas, soando como um lamento.
Antes que ela pudesse identificar onde estava, o homem a puxou para frente.
Ela tropeçou várias vezes, quase caindo, mas o homem não mostrava intenção de parar. A força com que a arrastava aumentava constantemente, como se arrastasse um animal.
De repente, o homem a jogou no chão!
Alícia franziu a testa de dor. Sua visão oscilou e ela viu uma lápide negra e sombria.

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