Os seguranças de Narciso encaravam os de Kylen, uma massa de figuras escuras ocupava a área externa do condomínio.
Sem contar que os seguranças de Kylen estavam em maior número, apenas a presença de Vinicius já era suficiente para dar dor de cabeça ao lado oposto.
Naquele momento, Vinicius vislumbrou pelo canto do olho uma figura saindo do prédio.
O rosto do homem estava ligeiramente pálido, e seus passos eram pesados no chão.
O coração de Vinicius apertou, e ele foi imediatamente ao encontro dele.
— Diretor Lourenço!
Ao se aproximar, viu que a testa de Kylen estava coberta de suor frio, provavelmente causado pela lesão nas costas.
Kylen lançou um olhar frio para os homens de Narciso e caminhou em direção ao seu carro, dizendo com indiferença:
— Voltar para a empresa.
Vinicius lembrou-se da reunião de cúpula que estava prestes a começar, assentiu levemente e fez um gesto, ordenando a retirada dos homens.
Certificando-se de que o pessoal de Kylen havia partido, o segurança de Narciso pegou o celular e ligou para Alícia, mas ninguém atendeu.
O segurança percebeu agudamente que algo estava errado.
— Vamos, subam para verificar!
O elevador chegou ao décimo nono andar.
Os seguranças saíram em fila, mas logo viram um celular no chão.
— O que é isso? — O líder dos seguranças chamava-se Hélder e trabalhava com Narciso há muitos anos.
Ele pegou o celular e reconheceu que pertencia a Alícia, além disso, havia chamadas perdidas dele na tela.
Hélder franziu a testa.
A tela do celular ainda estava acesa e o aparelho estava desbloqueado.
Uma pessoa comum não configuraria a tela para ficar sempre ligada. Se ainda estava acesa, significava que havia caído ali há, no máximo, cinco minutos.
Hélder levantou-se imediatamente, foi até a porta do apartamento e tocou a campainha.
A campainha tocou repetidas vezes, mas ninguém veio abrir.
Celular caído na porta, ninguém atendendo.
— Sra. Serra! Sra. Serra! — A expressão de Hélder ficava cada vez pior enquanto ele batia na porta e gritava.
Após chamar várias vezes sem resposta, ele tomou uma decisão.
Narciso havia deixado ordens: devido ao período conturbado do divórcio entre a Sra. Serra e Kylen, se houvesse qualquer situação com ela, ele poderia arrombar a porta sem pedir permissão.
Só notou quando olhou para o lado enquanto esperava o sinal abrir.
Ao ouvir a voz de um homem estranho no telefone de Alícia, o coração de Julian apertou.
O carro não estava muito longe, então ele fez o retorno imediatamente e voltou ao condomínio de Alícia.
Não demorou muito para acessarem as imagens de segurança.
No entanto, o segurança informou a Julian e Hélder que, pela manhã, todas as câmeras dos corredores e elevadores do condomínio haviam quebrado. Apenas a câmera do saguão do térreo estava funcionando.
— O técnico está trabalhando para consertar. Outros blocos já voltaram a funcionar, mas a equipe é limitada e ainda não começaram o reparo no prédio da Sra. Serra.
Hélder ficou com o rosto sombrio.
— Vamos ver o que temos. — Julian disse calmamente, clicando na gravação.
Eles só podiam ver o saguão do térreo, ou seja, a área externa aos elevadores.
Julian recordou o horário em que se separou de Alícia e adiantou a barra de progresso.
A câmera de alta definição mostrava os rostos com clareza. Ao ver Alícia aparecer na tela, a respiração de Julian falhou por um instante.
Alícia entrou no elevador e, nesse momento, uma figura masculina veio a passos largos da direção da porta principal e a seguiu.

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