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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 77

Os seguranças de Narciso encaravam os de Kylen, uma massa de figuras escuras ocupava a área externa do condomínio.

Sem contar que os seguranças de Kylen estavam em maior número, apenas a presença de Vinicius já era suficiente para dar dor de cabeça ao lado oposto.

Naquele momento, Vinicius vislumbrou pelo canto do olho uma figura saindo do prédio.

O rosto do homem estava ligeiramente pálido, e seus passos eram pesados no chão.

O coração de Vinicius apertou, e ele foi imediatamente ao encontro dele.

— Diretor Lourenço!

Ao se aproximar, viu que a testa de Kylen estava coberta de suor frio, provavelmente causado pela lesão nas costas.

Kylen lançou um olhar frio para os homens de Narciso e caminhou em direção ao seu carro, dizendo com indiferença:

— Voltar para a empresa.

Vinicius lembrou-se da reunião de cúpula que estava prestes a começar, assentiu levemente e fez um gesto, ordenando a retirada dos homens.

Certificando-se de que o pessoal de Kylen havia partido, o segurança de Narciso pegou o celular e ligou para Alícia, mas ninguém atendeu.

O segurança percebeu agudamente que algo estava errado.

— Vamos, subam para verificar!

O elevador chegou ao décimo nono andar.

Os seguranças saíram em fila, mas logo viram um celular no chão.

— O que é isso? — O líder dos seguranças chamava-se Hélder e trabalhava com Narciso há muitos anos.

Ele pegou o celular e reconheceu que pertencia a Alícia, além disso, havia chamadas perdidas dele na tela.

Hélder franziu a testa.

A tela do celular ainda estava acesa e o aparelho estava desbloqueado.

Uma pessoa comum não configuraria a tela para ficar sempre ligada. Se ainda estava acesa, significava que havia caído ali há, no máximo, cinco minutos.

Hélder levantou-se imediatamente, foi até a porta do apartamento e tocou a campainha.

A campainha tocou repetidas vezes, mas ninguém veio abrir.

Celular caído na porta, ninguém atendendo.

— Sra. Serra! Sra. Serra! — A expressão de Hélder ficava cada vez pior enquanto ele batia na porta e gritava.

Após chamar várias vezes sem resposta, ele tomou uma decisão.

Narciso havia deixado ordens: devido ao período conturbado do divórcio entre a Sra. Serra e Kylen, se houvesse qualquer situação com ela, ele poderia arrombar a porta sem pedir permissão.

Só notou quando olhou para o lado enquanto esperava o sinal abrir.

Ao ouvir a voz de um homem estranho no telefone de Alícia, o coração de Julian apertou.

O carro não estava muito longe, então ele fez o retorno imediatamente e voltou ao condomínio de Alícia.

Não demorou muito para acessarem as imagens de segurança.

No entanto, o segurança informou a Julian e Hélder que, pela manhã, todas as câmeras dos corredores e elevadores do condomínio haviam quebrado. Apenas a câmera do saguão do térreo estava funcionando.

— O técnico está trabalhando para consertar. Outros blocos já voltaram a funcionar, mas a equipe é limitada e ainda não começaram o reparo no prédio da Sra. Serra.

Hélder ficou com o rosto sombrio.

— Vamos ver o que temos. — Julian disse calmamente, clicando na gravação.

Eles só podiam ver o saguão do térreo, ou seja, a área externa aos elevadores.

Julian recordou o horário em que se separou de Alícia e adiantou a barra de progresso.

A câmera de alta definição mostrava os rostos com clareza. Ao ver Alícia aparecer na tela, a respiração de Julian falhou por um instante.

Alícia entrou no elevador e, nesse momento, uma figura masculina veio a passos largos da direção da porta principal e a seguiu.

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