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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 63

Alícia voltou para o lado de Lívia e a acompanhou no restante dos exames.

Depois que ela fugiu, Kylen não apareceu mais.

Lívia, preocupada que ela pensasse demais, disse com indignação afetuosa: — Mandei ele ir para bem longe, só de olhar para ele sinto um aperto no peito.

Alícia sorriu e mudou de assunto.

Não precisava pensar muito para saber que Kylen tinha ido tentar acalmar sua namoradinha de infância.

Pois quando ela subiu as escadas, olhou sem querer para baixo e viu Kylen indo embora com Yolanda.

Após os exames, Julian acompanhou-as pessoalmente até o carro.

Alícia ajudou Lívia a se sentar primeiro, fechou a porta e preparou-se para dar a volta no carro e entrar pelo outro lado.

— Alícia.

Julian a chamou.

Alícia parou, olhou para trás e sorriu para Julian: — O que foi, Julian?

Julian caminhou até ela. Ele nunca fumava, e sempre exalava um frescor limpo.

Ele a olhou com certa preocupação. — O que aconteceu entre você e o Kylen? É por causa da Yolanda?

Julian era amigo de Kylen, e Alícia não queria falar muito sobre seus problemas com Kylen. Mesmo que falasse, de que adiantaria? Julian sempre estaria do lado de Kylen.

Ela suspirou e disse: — Não vamos falar disso. Outro dia, quando tiver tempo, eu te pago um jantar, como boas-vindas.

Não era apenas cortesia, convidá-lo para jantar era um gesto de amizade.

Mas, para sua surpresa, Julian não fez cerimônia: — Nestes quinze dias estarei livre a qualquer momento. Quando tiver tempo, me ligue. Meu número não mudou.

Alícia assentiu, sorriu e disse: — Combinado, então.

De volta à Mansão Lourenço, enquanto Lívia tirava sua sesta da tarde, Alícia dirigiu até um famoso local em Cidade Linvar conhecido por ser onde os ricos escondiam suas amantes.

Essa área de vivendas tinha sido exposta por paparazzi como o local onde muitos figurões mantinham suas amantes, sendo apelidada ironicamente de 'Gaiola de Ouro'.

Alícia parou o carro em frente a uma das vivendas, pegou o celular, encontrou o número de Enrique na lista de contatos e ligou.

O telefone demorou um pouco para ser atendido.

A porta abriu e fechou, e Enrique estava acompanhado de uma mulher cujo rosto Alícia não conseguiu ver claramente.

— O que é que precisa que eu entregue pessoalmente? — Enrique caminhou até a porta do carro de Alícia, apoiou uma mão na porta e inclinou-se para olhar para ela.

Em seus lábios havia aquele 'sorriso padrão de irmão mais velho': — Alicinha, está cada vez mais bonita, hein.

Alícia não quis gastar saliva com ele e estendeu um envelope lacrado.

— O que é isso? — Enrique pegou e fez menção de desatar o fio que o fechava.

Alícia o impediu: — É algo que o Kylen pediu. Fui à mansão hoje e ele tinha algo para pegar. Eu ia levar para ele, mas como passei por aqui, você pode entregar por mim.

Enrique não desconfiou de nada.

— Quer entrar para sentar um pouco?

Alícia pensou na silhueta da mulher que vira há pouco e curvou os lábios. — Não vou atrapalhar sua diversão.

— É minha noiva — disse Enrique com seriedade.

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