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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 339

Kylen estreitou os olhos. A raposinha o havia descoberto.

No entanto, antes mesmo de se aproximar da entrada do prédio, Hélder apareceu com seus homens, bloqueando-lhe o caminho do lado de fora das portas de vidro.

— Diretor Lourenço, a Sra. Serra já foi dormir. Se precisa falar com ela, deixe para amanhã de dia.

— E de dia eu conseguiria falar com ela? — Kylen jogou o toco do cigarro apagado na lixeira e lançou-lhe um olhar de indiferença, soltando um riso anasalado.

— Claro que não — Hélder hesitou por um segundo, mas respondeu com seriedade.

— Então por que tanta enrolação? Se quiserem brigar, caiam dentro — o sorriso frio nos lábios de Kylen congelou.

— Diretor Lourenço, o Narciso avisou que, se você viesse incomodar a Sra. Serra novamente, o acordo de vocês estaria cancelado. Você realmente tem tanta certeza assim de que consegue proteger a Yolanda?

— O Narciso não está aí em cima? — Kylen sequer deu importância às palavras dele.

Hélder praguejou mentalmente. Aquele Kylen estava mesmo crente de que conseguiria proteger a Yolanda de todas as formas possíveis, não é?

No entanto, ele tinha razão em uma coisa: Narciso não estava lá em cima.

A Sra. Serra passara o dia inteiro deprimida. Narciso esperou até que ela caísse no sono para só então sair, retornando à Família Simões para resolver alguns assuntos. Os remanescentes do segundo tio de Narciso haviam começado a causar problemas de novo.

O homem que acabara de lhe fazer a pergunta agora caminhava diretamente em sua direção; mais precisamente, em direção à porta de vidro do prédio.

— Diretor Lourenço, sinto muito por isso! — Hélder fechou a expressão e, sem dizer mais nada, partiu para interceptá-lo.

No segundo seguinte, porém, vários sedãs pretos entraram no condomínio. As portas se abriram e, ao ver Vinicius saindo de um dos veículos, os cabelos de Hélder se arrepiaram.

Por que esse brutamontes estava lá de novo?!

Os sons de luta começaram a ecoar logo atrás.

O homem, esbanjando uma aura fria e elegante, entrou no prédio, pegou o elevador até o andar e, parado diante da porta, digitou a senha no teclado.

O aparelho, contudo, indicou erro de senha.

Seus dedos pararam no ar. Ela havia mudado a senha de novo.

Do lado de dentro, ao ouvir o bipe de senha incorreta, o coração de Alícia despencou. Seus olhos não a haviam traído; o carro lá embaixo era mesmo o de Kylen!

Mas para onde ele tinha ido?

De repente, ela escutou um ruído vindo da varanda. Assim que se virou, a porta de correr de vidro foi escancarada pelo lado de fora.

Uma mão de dedos longos e firmes agarrou o batente.

Vestindo apenas um suéter fino de caxemira, Kylen surgiu diante de seus olhos.

O vento sacudiu as cortinas, e ela conseguiu enxergar o parapeito da varanda atrás dele.

Não havia a menor dúvida de como ele tinha ido parar ali!

A uma altura daquelas, ele tivera a coragem de pular da varanda do vizinho. Era um lunático absoluto!

No passado, ela realmente nunca havia compreendido a verdadeira face daquele homem. Afinal, o que ele queria?!

Sob uma rajada de vento gelado, Kylen fechou a porta de correr atrás de si.

— Pular pela varanda é muito mais rápido do que hackear a senha — ele ergueu o olhar para o monitor aceso na parede, cruzou os olhos com as pupilas contraídas de Alícia e declarou com a voz rouca.

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