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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 338

Kylen acariciou a cabeça redondinha da pequena criança. Demorou um bom tempo até que ele se levantasse e saísse da Unidade de Terapia Intensiva.

— Ainda não há nenhuma informação sobre uma medula compatível?

Os passos de Kylen pararam do lado de fora da UTI.

A porta se fechou atrás dele. Aquele pequeno mundo fora o único lugar onde a criança vivera ao longo do último ano.

— O banco de medula é atualizado diariamente, mas ainda não encontramos nenhuma que seja compatível com o Cofrinho — o médico assumiu uma expressão pesada.

Ele observou o olhar sombrio de Kylen, sentindo um aperto de compaixão no peito.

Kylen olhou por cima do ombro para a porta já fechada.

Cofrinho era o apelido da criança.

Era um fim de semana. O outono em Cidade Linvar era muito mais agradável do que em outras cidades. Alícia estava recostada em uma espreguiçadeira no Jardim Sombrio; naquela época, ela já estava no sexto mês de gestação.

Não havia ninguém ao redor.

— Bebê, seu apelido vai ser Cofrinho. A mamãe quebrou a cabeça para pensar nisso, viu? — ela dissera com um sorriso, de olhos fechados, aproveitando o frescor da brisa outonal, com as mãos repousando suavemente sobre a barriga arredondada.

Ele, que caminhava da casa em direção ao jardim, parara, franzindo levemente o cenho.

O filho dele, de Kylen, se chamaria Cofrinho?

Não era um apelido bonito. Se ela tinha quebrado a cabeça para chegar a isso, para onde havia ido toda aquela inteligência dela?

No entanto, trazida pela brisa de outono, a voz cristalina e sorridente dela ecoou:

— Moeda no cofrinho, fortuna no caminho!

— Ai, meu bebê, você vai ser tão rico!

A voz brincalhona e cheia de expectativas dela dissipou-se das lembranças.

— Mandem alguém monitorar também os bancos de medula no exterior — Kylen trouxe a mente de volta ao presente e murmurou com voz grave.

— Sim, Diretor Lourenço.

Sentado no carro, acendeu um cigarro, abaixou a janela e pegou um celular no console. Desbloqueou a tela e abriu o WhatsApp.

A última mensagem fixada era das dez da manhã.

Alícia: [Lúcio, hoje não me sinto bem, não vou poder ir cozinhar para você. Posso pedir comida de um restaurante para entregar aí?]

A antepenúltima mensagem havia sido enviada por ele: [Não tem problema, estou fora resolvendo umas coisas nestes dias.]

Alícia: [Você não está em casa? Então tome cuidado com o machucado na sua perna.]

[Uhum.]

Kylen guardou o celular, olhou para o apartamento no andar de cima, que ainda estava com a luz acesa, e depois conferiu as horas.

Meia-noite. Por que ela ainda não estava dormindo?

Ele apagou imediatamente o cigarro do qual sequer dera um trago, abriu a porta e desceu do carro.

Mas, assim que ele colocou os pés fora do veículo, a luz lá no alto se apagou.

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