Ao ver o rosto da babá ficar arroxeado por causa do estrangulamento, Yolanda finalmente a soltou.
Ela se recostou na cabeceira da cama, com o olhar perdido, e perguntou em voz baixa: — Onde o Kylen está?
Ainda em choque, a babá agarrou o próprio pescoço, respirando fundo. O ar descendo pela garganta provocou uma irritação intensa, mas ela tentou ao máximo segurar a tosse para não fazer barulho.
De repente, Yolanda olhou para ela. A babá estremeceu de medo: — Sra. Arantes... eu, eu não vou dizer mais nada.
— Mais tarde, você liga para o Kylen e avisa que estou me sentindo muito mal.
A babá assentiu com força.
No entanto, quando ela ligou, a mensagem do outro lado da linha foi a mesma.
Mas ela não ousou contar a Yolanda; preferiu esconder a verdade, dizendo apenas que ninguém havia atendido.
Durante a tarde e a noite, a babá fez inúmeras ligações, todas com o mesmo resultado.
Será que o Diretor Lourenço realmente havia desistido da Sra. Arantes para sempre?
...
Na unidade de terapia intensiva especial, o médico disse em voz baixa para Kylen: — Diretor Lourenço, o bebê já pegou no sono pesado, pode colocá-lo na cama.
Kylen já mantinha aquela mesma posição há duas horas.
Ele estava sentado à beira da cama, com as costas retas.
Virou levemente a cabeça, olhando com profundidade para o pequeno que dormia de bruços em seu ombro.
A cabecinha tombada no ombro dele estava com um dos lados do rosto amassado, a boquinha levemente aberta. A saliva escorria pelo canto da boca e caía no ombro de Kylen, enquanto ele emitia um leve ronronar.
Acompanhado por um choro baixinho.
Quem poderia imaginar que aquela criança, de apenas um ano de vida, nascera tão frágil que quase não conseguira sobreviver?
Os médicos usaram todos os métodos possíveis para salvar sua vida, mas seu corpo era fraco e anormal demais.
Foi somente seis meses depois que descobriram uma toxina especial presente em seu organismo.
Como ele era muito pequeno, e seus órgãos também, a toxina teve um impacto devastador, fazendo com que seu corpo permanecesse constantemente em um estado de fraqueza.
Um bebê recém-nascido e prematuro não deveria ter esse tipo de toxina no corpo.
A não ser que a tivesse absorvido ainda no útero da mãe.
Considerando os sinais que o feto apresentava antes do parto induzido de Alícia, e a saúde de Alícia logo após o parto, a resposta era óbvia.
O pequeno havia absorvido todas as toxinas em troca de garantir que Alícia ficasse a salvo.

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