— É impossível!
Ela abaixou a cabeça, com as lágrimas girando nos olhos.
As lágrimas embaçaram sua visão.
Kylen não a deixaria de lado.
Era impossível que ele não quisesse vê-la.
Ela não carregava o sangue que ele tanto valorizava?
Ele agiria como antes, ficando nervoso ao seu lado quando algo acontecesse com ela, instruindo pessoalmente os médicos a cuidarem de sua saúde e providenciando todo tipo de remédios e ingredientes valiosos.
Assim como a babá havia dito, ela era a pessoa mais preciosa no coração de Kylen!
Dessa vez seria igual. Ela havia vomitado tanto sangue; ele ficaria ainda mais nervoso do que antes e a trataria com ainda mais cuidado.
Sua voz rouca passou de murmúrios a um rugido agudo: — É impossível, não tem como o Kylen não querer me ver. Vocês estão mentindo para mim, estão todos mentindo!
Ela se apoiou nas mãos para se sentar na cama. Seus cabelos soltos cobriam metade do rosto enquanto ela chorava: — Vocês se juntaram para me enganar. O Kylen teve que sair porque surgiu algum imprevisto importante, não foi?
Seu grito estridente de antes havia assustado o médico. Após se recuperar do choque e ver o quanto ela estava agitada, ele logo a alertou: — Sra. Arantes, não é bom que a senhora se altere agora.
— Cale a boca! — As feições de Yolanda se distorceram ferozmente ao gritar.
Ela ofegava pesadamente, fixando os olhos vermelhos em Vinicius.
Um raio de sol iluminou a parede do corredor. Havia amanhecido.
Uma noite inteira havia se passado. Kylen não aparecera de forma alguma, ou acabara de sair?
De repente, ela se virou para procurar algo: — O celular... Cadê o celular? Onde está o meu celular?!
— Está aqui, Sra. Arantes. — A babá entregou-lhe o aparelho imediatamente. — Vá com calma.
Devido à perda de sangue e à agitação emocional, os dedos de Yolanda tremiam incontrolavelmente. Tremendo, ela abriu a tela de chamadas e discou o número de Kylen.
No entanto, o sinal do outro lado da linha indicava claramente que seu número havia sido bloqueado.
Depois que o médico saiu, a babá olhou para Yolanda, que parecia ter perdido a alma, e temeu perder o próprio emprego.
Ela logo disse a Yolanda: — Sra. Arantes, com certeza o Vinicius estava falando bobagem. Não leve isso a sério. O Diretor Lourenço deve estar ocupado com alguma coisa, com o celular desligado, talvez em uma reunião... Urgh!
De repente, ela sentiu uma dor aguda no pescoço. Uma mão apertava sua garganta com força mortal.
— Quem mandou você abrir a boca?!
Diante dela, estava o rosto ampliado de Yolanda, transbordando de fúria.
A babá arregalou os olhos, aterrorizada. Por que a Sra. Arantes, estando tão fraca, tinha tanta força?!
Se ela não estivesse fraca, quão assustadora seria sua força?
A babá tentou suplicar, mas, com a garganta sendo apertada, só conseguiu emitir um chiado abafado de quem lutava por ar.
Yolanda apertou ainda mais: — Toda vez que estou de mau humor, você não para de tagarelar no meu ouvido! Se você não fosse tão estúpida e inútil, acha mesmo que eu a teria mantido aqui até hoje?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!