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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 227

Ela sentiu como se estivesse sendo assada viva ao parar na frente dele.

O homem mordia o cigarro. Tendo voltado do exército, seu cabelo estava um pouco mais comprido, não mais raspado, mas seus traços continuavam afiados e intimidadores.

Ela ignorou a pergunta dele propositalmente e balançou o objeto na mão.

— Quero acender a estrelinha.

Ele baixou os olhos para a vela que ela estendia e soltou uma risada nasalada de escárnio:

— Olha o seu tamanho.

Apesar do desdém nas palavras, ele tirou o cigarro da boca e encostou a brasa na ponta da vela.

Com um chiado, as faíscas ganharam vida, iluminando o espaço entre eles.

Ela ergueu o olhar e, através da luz crepitante, encontrou os olhos negros e solitários dele.

A alegria secreta daquela jovem parecia transbordar em seu sorriso. Ela curvou os lábios, radiante. Mas, por algum motivo, Kylen fechou a cara de repente, apagou o cigarro e virou as costas, indo embora.

Um toque em seu braço rasgou a memória.

Alícia virou-se. Lúcio mostrava o celular:

[Quer brincar com isso?]

Alícia negou com a cabeça. Apontou para outra direção e disse com voz calma:

— Quero soltar lanternas dos desejos.

Lúcio seguiu o dedo dela. Em outra parte da praia, havia vendedores ambulantes e pessoas acendendo lanternas de papel.

Os balões, inicialmente murchos, iam ganhando forma com o calor da chama. Um casal segurava um deles delicadamente até que o ar quente o levasse para o céu.

Cada vez mais pessoas caminhavam para lá, e o céu se enchia de pontos luminosos.

Alícia parou diante de uma barraca e escolheu quatro lanternas. Antes que pudesse pegar o celular para pagar, Lúcio sacou a carteira e entregou três notas ao vendedor.

Ela ia protestar, mas ele tirou um isqueiro preto do bolso e apontou para uma área mais deserta da praia.

Entendendo que ele queria ir para lá, Alícia assentiu e pediu uma caneta permanente emprestada ao vendedor.

Alícia sorriu.

— Obrigada, Lúcio.

Depois de soltarem as três, Alícia pegou a última lanterna. Ainda estava em branco.

Ela segurou a caneta, falando num tom baixo, talvez para Lúcio, talvez para si mesma:

— Eu tive um filho. Infelizmente, nosso laço foi breve demais. Ele se foi antes mesmo que eu pudesse trazê-lo ao mundo. Quero soltar uma luz para ele, esperando que ele a receba no céu.

De repente, uma mão enluvada segurou a mão dela que empunhava a caneta.

Ela ergueu os olhos e viu Lúcio com o cenho franzido, o olhar intenso. Ele a soltou e digitou rapidamente.

[Não solte.]

Alícia franziu a testa, confusa.

— Por quê?

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