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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 203

Ele subiu o último degrau, ocultando o corpo na curva do corredor, e observou de lado os dois homens que falavam cada vez mais alto e de forma mais suja.

Uma gota de suor frio escorreu por sua têmpora.

Ele tinha certeza de que vira três homens subindo.

Por que só havia dois?

Onde estava o terceiro?

O homem de aparência rude, que antes dera ordens ao jovem, levantou-se da cadeira com um sorriso lascivo, esfregando as mãos.

— Vou descer para dar uma olhada e aproveitar para apalpar ela um pouco, só para tirar o gosto.

A expressão de Julian mudou.

Não dava mais tempo!

— Pã!

— Pã!

— Pã!

Gritos e tiros se misturaram no andar de cima. Alícia ouvia tudo com o coração na boca.

De repente, alguém rolou escada abaixo. Era um rosto bonito e familiar.

Alícia sentiu o couro cabeludo formigar. Levantou-se e correu até ele, empalidecendo ao ver o sangue jorrando de seu peito.

— Julian!

Julian cobriu o ferimento com a mão para que Alícia não visse. Apoiou-se no chão, as veias da mão saltadas, lutando para se sentar.

O homem rude desceu as escadas, segurando uma arma ainda fumegante. Ele cuspiu com raiva:

— Maldito! Atrevendo-se a atirar na gente! Acha que aqui é a Cidade Linvar?

Ele engatilhou a arma, erguendo-a para dar o tiro de misericórdia em Julian!

— Se não quer que ele morra, não se mexa!

No instante em que Alícia se distraiu ao virar a cabeça, o homem que ela dominava aproveitou a brecha, torceu o pulso dela, tomou a arma e a arremessou contra a parede com um golpe reverso.

Com as costas latejando de dor, Alícia viu Julian rendido pelo homem que viera da cabine de comando. Um silêncio mortal tomou conta de seu coração.

— Pã!

De repente, uma bala atravessou o vidro da cabine e atingiu o peito do homem que segurava Julian.

O som das hélices se espalhou gradualmente. Um helicóptero preto e brilhante pairava acima do iate.

Na porta aberta da aeronave, uma mão de ossos proeminentes segurava um rifle sniper. Atrás da mira, olhos negros e frios como os de um falcão fixavam o rosto pálido e forçosamente calmo da pequena mulher no iate.

Em fração de segundos, outra bala entrou pela janela que acabara de ser quebrada.

O homem rude instintivamente avançou na direção de Alícia para fazê-la de refém, mas o projétil cortou o ar com um assobio e atravessou sua garganta, impedindo-o até mesmo de soltar um grito final.

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