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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 174

Kylen baixou os olhos e viu o rosto dela, antes vermelho pela febre, ficar pálido à medida que a temperatura baixava. Seus cílios baixos e trêmulos revelavam uma pitada de teimosia.

— Então você é muito esperta — disse ele com indiferença.

Os cílios baixos de Alícia se moveram.

— Eu sei tomar remédio sozinha.

— Então você é muito esperta.

O que isso significava? Ele a estava tratando como uma criança de três anos?

O celular continuava tocando sem parar. Kylen não fez menção de atender. Em vez disso, aproximou a palma da mão com três comprimidos da boca de Alícia.

— Já que é tão esperta, tome na minha frente.

A cabeça de Alícia, pesada pela gripe, parecia que ia explodir de raiva ao ouvir aquele tom indiferente de Kylen.

Ela tentou levantar a mão para pegar os comprimidos e disse sem forças:

— O que eu quis dizer é que não quero atrapalhar você de atender...

Mas antes que pudesse terminar, Kylen segurou a nuca dela com a outra mão e enfiou os três comprimidos na boca dela, calando-a ao mesmo tempo.

O gosto amargo dos comprimidos se espalhou pela língua, deixando Alícia sem fala e com a testa franzida, suspeitando que Kylen tivesse feito aquilo de propósito.

No andar de baixo, o celular de Vinicius tocou.

Ele olhou para o identificador de chamadas com um olhar frio, mas deslizou o dedo para atender.

A voz de Yolanda veio do outro lado, tentando reprimir suas emoções:

— Onde está o Kylen?

Vinicius olhou para a neve branca e vasta através da janela panorâmica.

— Sra. Arantes, o Diretor Lourenço não gosta de ser vigiado. Mande retirar as pessoas que o estão seguindo, caso contrário, se eu mesmo tiver que agir, não posso garantir que saiam inteiros.

— Eu só queria saber o que ele faz todos os dias. — Yolanda parecia prestes a chorar. — A Alícia está no Jardim Sombrio?

— A senhora é a dona do Jardim Sombrio. Não é normal que ela esteja aqui?

Vinicius desviou o olhar.

— Cuide bem dos seus ferimentos no hospital, Sra. Arantes. O Diretor Lourenço não gosta de pessoas que agem por conta própria e não obedecem.

Normalmente, ela falaria sem parar e nem perderia o fôlego, mas depois dessas duas frases, viu estrelas e sentiu que quase desmaiou.

— De quem é este quarto? — A expressão de Kylen ficou ainda mais fria do que antes.

Alícia finalmente caiu em si. É verdade, este era o quarto do nobre patriarca da Família Lourenço, Kylen!

Ao pensar nisso, ela imediatamente afastou o cobertor para sair da cama.

Mas, no auge da raiva, esqueceu completamente que ainda estava no soro. Ao se levantar, puxou o tubo, e a agulha se moveu, fazendo seu rosto ficar ainda mais branco de dor.

No instante em que ela caiu sentada na cama, a expressão de Kylen esfriou. Essa teimosa, mesmo doente, tinha um gênio terrível!

Quando Alícia se recuperou e tentou levantar novamente, foi pressionada pelos ombros pela mão grande do homem, enquanto a outra mão dele segurava o frasco de soro que balançava.

Kylen disse com voz grave:

— Vai continuar fazendo cena?

Alícia levantou a cabeça e olhou para ele. Seus olhos estavam úmidos e vermelhos, não se sabia se de dor ou por outras emoções que subiam ao coração. Ela engoliu em seco.

— Não é da sua conta... hmm, Kylen... sai...

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