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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 175

No momento em que ela levantou a cabeça, a severidade nos olhos de Kylen se despedaçou completamente.

Ele se inclinou e bloqueou com força a boca dela que praguejava, a língua forçando a abertura de seus dentes, impedindo-a de emitir qualquer outro som!

O corpo dela foi pressionado de volta na cama, e a mão com o soro foi segurada com firmeza, imobilizada.

Alícia estava sem forças; só a boca ainda conseguia xingar, mas foi completamente vedada pelo homem.

Sua língua estava dormente de tanto ser envolvida.

Só quando ela ficou sem ar é que Kylen a soltou.

O polegar dele, levemente áspero, roçou nos lábios dela, úmidos e brilhantes. Seus olhos negros e profundos fitavam o rosto dela, e, pelo canto do olho, notou o peito dela subindo e descendo, fazendo seu olhar deslizar lentamente para baixo.

Alícia ofegava, totalmente alheia ao fato de que, ao lutar enquanto ele a pressionava, o sutiã frouxo por baixo do pijama tinha saído completamente do lugar.

O contorno perfeito aparecia, meio visível, meio oculto, através do tecido do pijama.

Ela abriu os olhos e, de repente, encontrou um par de olhos assustadoramente negros.

Rebelde por natureza, ela não deixaria barato alguém se aproveitar dela assim, mas, assim que ia xingar, Kylen se inclinou novamente para beijá-la.

A mão de dedos longos e definidos segurou a nuca dela, e o polegar tremeu levemente ao passar por um pequeno machucado no queixo dela.

Os olhos negros encararam aqueles olhos que pareciam praguejar, escureceram ainda mais, e ele mordeu levemente a ponta da língua dela. Alícia gemeu de dor e fechou os olhos.

Kylen riu baixo.

O pijama de Alícia foi despido. A manga do braço que estava no soro foi rasgada diretamente por Kylen. A roupa, junto com o sutiã, caiu da cama.

A mão quente do homem tocou o corpo trêmulo dela.

Alícia reuniu todas as suas forças para lutar.

Mas Kylen, de repente, puxou o cobertor e a cobriu, levantando-se em seguida e saindo do quarto.

Até que ele ainda tinha alguma humanidade; pelo menos não se aproveitou dela enquanto estava doente.

Pouco tempo depois, ela viu Kylen voltar para a beira da cama com um pijama limpo.

Alícia, exausta pelos beijos, não tinha forças nem para falar. Só pôde assistir enquanto Kylen afastava o cobertor novamente e vestia o pijama seco nela, com o rosto inexpressivo o tempo todo.

— A sopa da Dona Maisa está cada vez mais deliciosa.

Dona Maisa sorriu sem responder. Aquela sopa não tinha sido feita por ela.

Enquanto isso, no quarto do hospital.

Yolanda, deitada na cama, olhava com alegria para Kylen, que se aproximava.

— Kylen, você finalmente veio.

Kylen disse com seu tom habitual de frieza:

— Não disse que estava sem apetite e não conseguia comer? Mandei trazerem comida do O Sabor da Primavera.

A mão de Yolanda se fechou sob o cobertor.

O Sabor da Primavera era um restaurante da Família Gonçalo. Ela nunca gostou da comida de lá. Quem gostava da comida do O Sabor da Primavera era a Alícia.

No entanto, ela achou que não importava. Kylen tinha ido vê-la, e só de vê-lo já bastava.

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