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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 169

Lúcio, com seus olhos profundos, fixou o olhar na mulher à sua frente, que o encarava com profunda admiração e choque, recuperando a confiança e o brilho no olhar. A mão dele, envolta na luva elástica, fechou-se lentamente.

Com o incentivo daquele tiro certeiro, Alícia ficou imediatamente motivada!

— Uhul! — Ela girou o braço algumas vezes e sacudiu os dedos. — Hoje, se eu não acertar dez pontos... não, oito pontos... ah, deixa pra lá, cinco pontos... tsc...

Esquece.

Alícia finalmente disse com sensatez:

— Se eu não acertar dentro do anel dois hoje, não vou para casa.

Ouvindo-a resmungar sozinha, Lúcio ficou observando em silêncio até que ela finalmente ergueu a arma.

No entanto, depois de dois disparos que ainda não acertaram o anel dois, Lúcio de repente segurou a mão dela e tirou a arma de seu alcance.

Alícia olhou para ele, confusa.

— O que foi?

Lúcio digitou uma linha no celular: 【Seus tímpanos ainda não estão totalmente recuperados, atirar por muito tempo pode causar danos.】

Era verdade, seus ouvidos ainda não estavam bons.

Se Lúcio não a tivesse lembrado, ela teria esquecido completamente no calor do momento.

Espere.

— Como você sabe? — Alícia olhou para ele com desconfiança.

Os dedos de Lúcio tocaram a tela algumas vezes: 【Hélder me contou.】

Ah, fazia sentido. Caso contrário, como Lúcio saberia que ela tinha machucado o ouvido?

Nesse momento, o celular de Alícia, que estava na bolsa de ginástica ao lado, tocou. Ela foi até lá, abriu o zíper e pegou o aparelho.

Era a quinta ligação de Hélder desde a tarde.

Ao atender, ouviu a voz desesperada de Hélder:

Hélder viu Lúcio levar Alícia no carro e deixá-lo para trás, sozinho e confuso ao vento.

Agora, ouvindo a voz chorosa de Hélder ao telefone, Alícia o consolou:

— Já estamos voltando para a academia.

À noite, Lúcio levou Alícia para casa, com Hélder e outros seguranças seguindo em outro carro logo atrás.

Quando o carro estava prestes a entrar no condomínio de Alícia, um carro esportivo veio de outra direção e parou atravessado na entrada, bloqueando o caminho.

O segurança da guarita espichou a cabeça pela janela, xingando enquanto saía para mediar a situação, mas recuou assustado quando a outra parte buzinou.

O vidro do carro baixou, e Alícia viu um rosto familiar.

Ao mesmo tempo, seu celular tocou.

Alícia deslizou a tela para atender. Do outro lado, ouviu a voz de Alcides, com uma emoção difícil de decifrar:

— Alícia, saia do carro. Tenho que falar com você.

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