Lúcio, com seus olhos profundos, fixou o olhar na mulher à sua frente, que o encarava com profunda admiração e choque, recuperando a confiança e o brilho no olhar. A mão dele, envolta na luva elástica, fechou-se lentamente.
Com o incentivo daquele tiro certeiro, Alícia ficou imediatamente motivada!
— Uhul! — Ela girou o braço algumas vezes e sacudiu os dedos. — Hoje, se eu não acertar dez pontos... não, oito pontos... ah, deixa pra lá, cinco pontos... tsc...
Esquece.
Alícia finalmente disse com sensatez:
— Se eu não acertar dentro do anel dois hoje, não vou para casa.
Ouvindo-a resmungar sozinha, Lúcio ficou observando em silêncio até que ela finalmente ergueu a arma.
No entanto, depois de dois disparos que ainda não acertaram o anel dois, Lúcio de repente segurou a mão dela e tirou a arma de seu alcance.
Alícia olhou para ele, confusa.
— O que foi?
Lúcio digitou uma linha no celular: 【Seus tímpanos ainda não estão totalmente recuperados, atirar por muito tempo pode causar danos.】
Era verdade, seus ouvidos ainda não estavam bons.
Se Lúcio não a tivesse lembrado, ela teria esquecido completamente no calor do momento.
Espere.
— Como você sabe? — Alícia olhou para ele com desconfiança.
Os dedos de Lúcio tocaram a tela algumas vezes: 【Hélder me contou.】
Ah, fazia sentido. Caso contrário, como Lúcio saberia que ela tinha machucado o ouvido?
Nesse momento, o celular de Alícia, que estava na bolsa de ginástica ao lado, tocou. Ela foi até lá, abriu o zíper e pegou o aparelho.
Era a quinta ligação de Hélder desde a tarde.
Ao atender, ouviu a voz desesperada de Hélder:
Hélder viu Lúcio levar Alícia no carro e deixá-lo para trás, sozinho e confuso ao vento.
Agora, ouvindo a voz chorosa de Hélder ao telefone, Alícia o consolou:
— Já estamos voltando para a academia.
À noite, Lúcio levou Alícia para casa, com Hélder e outros seguranças seguindo em outro carro logo atrás.
Quando o carro estava prestes a entrar no condomínio de Alícia, um carro esportivo veio de outra direção e parou atravessado na entrada, bloqueando o caminho.
O segurança da guarita espichou a cabeça pela janela, xingando enquanto saía para mediar a situação, mas recuou assustado quando a outra parte buzinou.
O vidro do carro baixou, e Alícia viu um rosto familiar.
Ao mesmo tempo, seu celular tocou.
Alícia deslizou a tela para atender. Do outro lado, ouviu a voz de Alcides, com uma emoção difícil de decifrar:
— Alícia, saia do carro. Tenho que falar com você.

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