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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 168

Nos arredores da Cidade Linvar.

Gustavo acendeu um charuto na sala privada quando um subordinado entrou.

— Sr. Soares, ele chegou.

A porta se abriu. Gustavo estreitou os olhos e sorriu para o recém-chegado:

— Conseguir um encontro com o Diretor Alcides é realmente difícil.

Alcides saiu das sombras para a luz fraca, com um sorriso também curvando os lábios:

— Com um convite pessoal do Sr. Soares, como eu poderia não vir?

— Tragam as coisas boas para o Diretor Alcides provar — ordenou Gustavo, batendo palmas.

Pouco depois, um subordinado trouxe uma bandeja com dois pacotes.

Alcides estreitou os olhos.

Gustavo sabia que ele nunca tocava naquilo. Oferecer para "degustação" era apenas um lembrete de que ambos estavam no mesmo barco.

Ele empurrou os pacotes com uma mão.

— Se o Sr. Soares tem algum assunto, pode ordenar. Não vou desperdiçar produtos tão valiosos.

— Que isso, Diretor Alcides. O senhor é o herdeiro da principal família da Cidade Linvar. Eu, um homem rude da fronteira, jamais ousaria lhe dar ordens. Apenas tenho um favor a pedir.

Gustavo deslizou uma foto para a frente de Alcides.

A mulher na foto tinha um sorriso familiar para Alcides. Aquela pequena pinta no nariz... Alcides costumava provocá-la na adolescência, dizendo que ela tinha dormido no jardim e uma abelha havia defecado em seu nariz.

Um feixe de luz passou pela porta de vidro, iluminando a mão de Alcides, que pendia ao lado do corpo, fechada em punho com tanta força que os ossos ficaram brancos por um instante.

— O que o Sr. Soares quer dizer com isso? — Ele se sentou, com um sorriso indecifrável nos lábios.

Gustavo disse com naturalidade:

— Nossos homens não podem entrar facilmente na Cidade Linvar, e eu tenho assuntos urgentes para resolver na fronteira. Então, preciso incomodar o Diretor Alcides para matar essa repórter.

...

No estande de tiro, os disparos eram contínuos.

Alícia, com o rosto tenso, segurava a arma. Com um estrondo, finalmente conseguiu acertar uma bala no alvo oposto.

Era a segunda vez que alguém dizia que ela era péssima, e era a mesma pessoa.

Será que ela era o que chamavam de "cabeça desenvolvida, membros simples"?

Agora parecia que Deus realmente favorecia Kylen — tanto o cérebro quanto o corpo dele eram excepcionalmente desenvolvidos.

Ela respirou fundo, pegou a arma com uma expressão de quem duvidava da própria existência e se virou.

Ao se virar, não percebeu que o olhar de Lúcio, atrás dela, estava profundo e focado nela.

Quando ela segurou a arma e estava prestes a puxar o gatilho, ele deu um passo à frente, segurou a mão dela, que estava baixa e instável, e, através da luva elástica, pressionou a ponta do dedo indicador dela com firmeza.

— Bang!

O som do tiro ensurdecedor ecoou, e Alícia olhou atônita para o buraco negro perfurado no centro do alvo.

Dez pontos! Na mosca!

— Lúcio! — Alícia se virou, olhando incrédula para ele. Mesmo com uma novata como ela segurando a arma, ele conseguiu fazê-la acertar o centro.

Parece que quando ele disse que sua própria pontaria era "razoável", estava sendo humilde demais.

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