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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 145

Alícia estendeu a mão, pegou o dinheiro e guardou no bolso.

— Obrigada, chefe.

Ela colocou as garrafas do carrinho na mesa, uma por uma. Como eram bebidas caras, o fato de ela as organizar lentamente não levantaria suspeitas.

Atrás da longa mesa havia uma fileira de sofás pretos, onde algumas pessoas estavam sentadas. Provavelmente eram os que mandavam naquele camarote.

O homem sentado bem no meio, que parecia culto e elegante, sorriu:

— O negócio desta vez foi graças a ele.

— No futuro, será ele quem mandará na Família Lourenço. Se não tiver nem essa capacidade, como seria digno de colaborar conosco?

Família Lourenço...

Alícia mordeu o lábio inferior por trás da máscara. Suas mãos não revelaram nenhuma falha e continuaram a organizar as bebidas.

De repente, alguém agarrou seu braço!

O coração de Alícia estremeceu violentamente, e ela ouviu uma voz fria e severa em seu ouvido:

— Ande logo com isso! Ouviu bem?

— Já estou terminando, senhor, é para já.

Alícia acelerou um pouco os movimentos. Depois de colocar todas as bebidas, empurrou o carrinho e virou-se para sair do camarote.

Havia alguém caminhando em sua direção. Ela desviou o carrinho para o lado, abrindo caminho, e discretamente filmou os pontos cegos restantes do camarote.

Em seguida, abriu a porta e saiu.

No momento em que ela fechou a porta, não percebeu que o homem elegante no sofá preto fez um gesto para o guarda-costas e disse, com indiferença:

— Traga-a de volta.

Alícia fechou a porta e, empurrando o carrinho, apressou o passo involuntariamente.

Ela só conseguia ouvir seus próprios passos, quando de repente o som da música veio de trás e desapareceu rapidamente.

Isso significava... que a porta do camarote fora aberta e fechada novamente!

— Kylen, me solta!

O som de passos no final do corredor aumentou. A expressão de Alícia mudou.

Kylen baixou os olhos para a pessoa em seus braços, que tinha a testa franzida mas o olhar firme. Seus olhos profundos não refletiam luz alguma, eram insondáveis.

De repente, ele levantou a outra mão.

Arrancou a câmera oculta nos botões da roupa dela e, subindo a mão, retirou o gravador escondido em seu coque.

Alícia assistiu impotente enquanto os dois dispositivos eram jogados no ralo da pia do lado de fora do banheiro.

Seu coração afundou.

Kylen controlava Alícia com uma só mão. Sua palma larga cobria tudo o que a máscara dela não escondia.

Ele levantou os olhos, varreu as pessoas que se aproximavam e soltou um riso frio e indecifrável:

— No meu território, você tem muita coragem.

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