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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 144

No dia seguinte, após o trabalho, Alícia colocou seu equipamento oculto e dirigiu até o local de entretenimento mais luxuoso e brilhante da Cidade Linvar — o Ébrio da Noite.

Há alguns dias, o departamento de jornalismo recebeu uma denúncia anônima. Alguém revelou que existia uma cadeia industrial obscura dentro do bar Ébrio da Noite, mas tinha medo de retaliações e não ousava chamar a polícia.

O Ébrio da Noite tinha centenas de funcionários, e a rotatividade nesse setor era constante.

Quase todos os dias havia troca de pessoal.

Por isso, ninguém notaria Alícia misturada entre eles, vestindo o uniforme de funcionária.

O térreo era a área do bar. Alícia e seus colegas já tinham estado lá antes, como jornalistas perspicazes, não encontraram nada suspeito no térreo.

Além disso, se houvesse alguma transação ilegal, não seria no térreo, onde chamava muita atenção.

Se o conteúdo da carta anônima fosse verdadeiro, o segredo deveria estar nos camarotes do segundo andar para cima.

Alícia empurrou o carrinho de bebidas para dentro do elevador e subiu para o sétimo andar, conforme as instruções do gerente pelo rádio.

Havia câmeras no elevador, mas Alícia usava máscara e não se preocupava em ser reconhecida.

Chegando ao sétimo andar.

Alícia saiu do elevador empurrando o carrinho.

Comparado à agitação do térreo e à cantoria intensa do segundo e terceiro andares, o sétimo andar era notavelmente mais silencioso. Havia apenas pequenos grupos de duas ou três pessoas no corredor.

E ela precisava ir ao camarote no final do corredor.

Quanto mais ela avançava, menos pessoas havia no corredor.

Alícia sentiu o coração acelerar inexplicavelmente.

Ao trocar de roupa, ela escondera o gravador e a câmera ocultos nos botões da roupa e no coque atrás da orelha.

O perigo potencial de uma investigação secreta comum era, no máximo, ser expulsa, xingada ou ameaçada.

Mas envolvendo comércio ilegal, ela precisava ser cautelosa ao extremo.

Sabia que poderia haver perigos desconhecidos, mas aquele era seu dever, e ela não podia fugir dele.

Ela olhou para as bebidas no carrinho.

Tendo crescido na Família Lourenço, ela já tinha visto todo tipo de bebida cara.

Havia homens e mulheres, alguns em pé, outros sentados. Ao verem alguém entrar, olharam para ela casualmente.

O estranho era que no enorme camarote não havia cheiro de cigarro, mas sim um aroma indefinível permeando o ar.

A atmosfera que emanava daquelas pessoas não parecia a de uma reunião comum.

Alícia, com medo de se expor, não ousou olhar muito e parou o carrinho.

No centro do camarote havia uma longa mesa. Algumas garrafas estavam abertas, outras intactas.

No entanto, do outro lado das garrafas havia utensílios transparentes, seringas, alguns pacotes com substâncias e uma caixa de metal fechada.

Embora Alícia já tivesse suas suspeitas, ao ver aquilo, seu coração apertou e começou a bater freneticamente.

O clube de Enrique e Kylen escondia esse tipo de coisa!

— Coloque a bebida na mesa e saia imediatamente!

Uma voz severa soou, e um maço de dinheiro foi jogado na mesa de centro diante de Alícia.

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