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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 126

Yolanda disse com franqueza: — Se fosse qualquer outra coisa, eu jamais a ajudaria. Mas ela ir para o exterior só me traz benefícios. Se isso a faz desaparecer da vista de Kylen, por que eu não ficaria feliz?

Na verdade, existiam muitas maneiras de fazer Alícia desaparecer, mas havia pessoas protegendo-a, e agir diretamente seria problemático.

Por outro lado, enviá-la para a Inglaterra, para uma zona de guerra onde balas não têm olhos... se ela morresse lá, seria o cenário ideal.

Eder refletiu por alguns segundos e comentou: — Você é honesta, pelo menos.

— O senhor prometeu dar a ela dois meses para pensar, mas eu imagino que, no fim, não vai concordar, certo?

Um traço de surpresa passou pelos olhos de Eder.

Ele caminhou até atrás dela, empurrou a cadeira de rodas até o sofá e assentiu: — A Inglaterra está perigosa com os conflitos atuais. Eu dei a ela dois meses na esperança de que ela se acalme e desista.

Então ele realmente tinha essa intenção.

— Mas o senhor pensa nela e não pensa em mim? — Yolanda questionou, reprimindo suas emoções.

— Eu gostaria de pensar em você, mas veja a situação: Alícia e Kylen ainda não se divorciaram e você fica se jogando para cima dele. O que vão pensar? Se eu pensasse em você, diria que nem deveria ter voltado.

Yolanda olhou para o próprio tio. — Percebo que o senhor sempre foi parcial com Alícia. O senhor tem tanto medo de que ela sofra na Inglaterra porque ela é filha da mulher que foi o grande amor da sua vida?

— Que bobagem você está dizendo?! — A voz de Eder subiu de tom repentinamente, e seu rosto ficou sombrio num instante.

O tio nunca tinha perdido a compostura daquela maneira na frente dela. Yolanda soltou o lábio inferior que estava mordendo. — Eu vi uma vez a foto da mãe de Alícia no seu escritório. Um álbum inteiro só com fotos dela. Estou errada?

— Quem lhe deu permissão para mexer nos meus álbuns?

Yolanda sorriu entre as lágrimas. — Eu sabia que o senhor ainda gostava de mim.

— Sobre o álbum no meu escritório, não conte a ninguém.

— Tudo bem, tio, eu entendi. Não vou mais atrapalhar seu descanso.

Quando a cadeira de rodas de Yolanda chegou à porta, ela ouviu vagamente o grito de uma mulher vindo do andar de cima. Foi curto e abafado; se ela não tivesse captado naquele exato momento, nem teria notado.

Ela estreitou os olhos.

O tio tinha cinquenta anos e nunca se casou. Na casa, além de uma empregada que cozinhava, não havia mulheres. Como poderia haver um grito feminino vindo do andar de cima?

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