Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 125

— Se a Sra. Arantes quer tanto ficar, que fique de uma vez.

Uma voz preguiçosa e límpida veio do outro lado da sala de jantar.

Alícia tinha voltado apenas para buscar algo. Não esperava encontrar Kylen em casa, muito menos Yolanda.

E também não esperava que Kylen fosse tão insensível. A amiguinha de infância estava praticamente se jogando aos pés dele pedindo para dormir ali, e ele, bancando o recatado, a mandava embora. Era de rir.

Yolanda pareceu sentir-se humilhada pela frase, especialmente pelo olhar risonho de Alícia, carregado de sarcasmo.

Ela apertou os lábios e disse:

— Alícia, você entendeu errado. Eu não tinha intenção de dormir aqui.

Alícia deu de ombros.

— Ah, é? E daí?

— Já estou indo embora. — Yolanda olhou para o homem sentado à sua frente, cuja expressão permanecia apática, sem demonstrar qualquer reação ao retorno de Alícia.

— Kylen, lembre-se do que eu disse. Cuidado para não molhar a ferida.

Kylen soltou um "uhum" indiferente, fechou o jornal e lançou um olhar casual para Alícia.

Alícia olhou para ele no mesmo instante. Seus olhares se cruzaram abruptamente. Alícia soltou um riso anasalado e desviou o olhar.

— Se você vier amanhã, a ferida dele já vai ter cicatrizado.

Ao meio-dia ele estava ótimo. De onde tinha vindo aquele machucado?

Mas ela não pretendia perguntar. Ele tinha a amiguinha de infância para cobri-lo de cuidados; ela era apenas alguém que passava para pegar um pertence e ir embora.

Kylen observou as costas dela subindo as escadas, com o rosto levemente sombrio.

Alícia pegou o que precisava e desceu. Kylen estava parado no pórtico, apoiado na bengala, e o carro de Yolanda acabara de sair.

Ela não foi em direção a Kylen; em vez disso, abriu a porta lateral.

De repente, o celular dela e o de Kylen tocaram ao mesmo tempo.

Diante de tamanha coincidência, Alícia instintivamente olhou para Kylen, que também olhou para ela.

A tela do celular mostrava o número da Mansão Lourenço.

— Vamos para a casa do meu tio.

O carro entrou em uma mansão isolada.

A Família Vargas também era considerada rica na Cidade Linvar. Eder, embora fosse professor universitário, possuía ações da empresa da família, e seus dividendos anuais eram dezenas de vezes maiores que seu salário.

Por isso, seu padrão de vida era altíssimo.

Yolanda entrou na casa. Eder, ouvindo o barulho, desceu as escadas enquanto desenrolava as mangas da camisa.

— Não disse que viria amanhã?

Yolanda notou que os passos dele estavam um pouco descompassados. Sabia que sua visita não seria motivo para deixá-lo nervoso, então olhou involuntariamente para o topo da escada atrás dele, antes de desviar o olhar.

— Para evitar imprevistos, achei melhor vir logo resolver isso com o senhor. — O olhar de Yolanda varreu a manga da camisa dele, que estava molhada. — Alícia quer ir para a sucursal na Inglaterra. O senhor pode dar uma ajuda?

— Você quer ajudar a Alícia? — Eder parecia confuso.

Na época, Alícia havia se casado com o homem que Yolanda amava. Ela tinha ido para o exterior para curar as feridas do coração; como poderia ter superado isso tão facilmente?

— Eu sei o que o senhor está pensando.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!