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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 127

Alícia desceu do carro e correu apressada para dentro da casa. Assim que viu o Sr. Batista, perguntou ansiosa: — Como a vovó desmaiou de repente?

Com o coração disparado, ela virou a cabeça para falar e não notou o degrau sob seus pés. Kylen segurou firme seu pulso e a puxou para seus braços.

O Sr. Batista, que tinha estendido a mão para ampará-la, agarrou o ar.

Ele olhou para Kylen e disse em voz baixa para Alícia: — A Avó Lourenço ouviu que o jovem mestre agrediu o herdeiro da Família Gonçalo e descobriu que a senhora e o jovem mestre estão se divorciando. Ela não suportou o choque...

Alícia ficou atônita.

Ela e Kylen mantinham o divórcio em segredo rigoroso na Mansão Lourenço, justamente com medo de que a avó soubesse.

Não imaginava que não conseguiriam esconder.

O herdeiro da Família Gonçalo era Julian.

Kylen tinha agredido Julian?

Inconscientemente, ela baixou o olhar para a mão que a segurava pela cintura. Não era à toa que a mão dele estava machucada.

Alícia se soltou da mão de Kylen e continuou subindo as escadas. — Ela já acordou?

Quando Alícia entrou no quarto, Alcides também estava lá, e Sylvia estava dando água para Lívia beber. Ao ouvir os passos, ela levantou a cabeça: — Avó Lourenço, Kylen e Alícia chegaram.

A idosa deitada na cama moveu a mão e disse com voz fraca: — Quero ver apenas a Alícia. Os demais não devem entrar, e vocês, saiam todos.

Kylen, que já ia entrar, parou. Seus olhos negros estavam profundos.

As outras pessoas saíram uma a uma, deixando apenas Alícia e Lívia no quarto, enquanto a chuva caía fina do lado de fora da janela.

— Vovó, não fique brava. — Alícia segurou firme a mão de Lívia, com o olhar cheio de dor. — Sobre o divórcio, eu só não sabia ainda como contar para a senhora...

Lívia apertou a mão dela de volta, com a voz embargada. — Minha querida, eu sei. O insensato é o Kylen! Eu sei que você deve ter sofrido uma injustiça tremenda para pedir o divórcio.

Alícia fechou a porta do quarto suavemente e, ao se virar, viu Kylen em pé, fumando na varanda ao final do corredor.

Ele voltara com pressa, nem vestia o paletó. Com uma blusa de caxemira cinza-escuro e calça social preta, sua elegância nobre transparecia em cada gesto. Apenas parado ali fumando, parecia fundir-se com a noite chuvosa lá fora.

Tão enigmático quanto a escuridão.

O caminho passava por ali para descer as escadas.

Alícia caminhou até ele, e seu olhar varreu inadvertidamente a mão que segurava o cigarro. As marcas de ferimentos nas costas da mão, deixadas pela surra em Julian, eram como um espinho em seu coração.

— Por que você bateu no Julian?

A fumaça se dissipou diante dos olhos negros e profundos de Kylen, como se cobrisse seu olhar com uma névoa fina. — O que você acha?

— Se você bateu nele só porque ele é próximo de mim, então sua amiguinha de infância já não deveria ter sido morta por mim há muito tempo?

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